Separatistas apoiam volta de Puidgemont ao governo da Catalunha

Principais partidos pró-independência da Catalunha concordaram em apoiar o ex-líder Carles Puigdemont como candidato para liderar o governo regional, elevando a probabilidade de uma nova campanha pela separação da região espanhola; Jordi Xucla, do partido Juntos pela Catalunha, disse que sua legenda e o Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) apoiarão o retorno de Puigdemont;"O resultado do dia 21 de dezembro nos deu o mandato para refletir a maioria parlamentar. O candidato presidencial (da Catalunha) será evidentemente Puigdemont", disse Xucla

Presidente destituído da Catalunha Carles Puigdemont em Bruxelas, na Bélgica 21/12/2017 REUTERS/Francois Lenoir
Presidente destituído da Catalunha Carles Puigdemont em Bruxelas, na Bélgica 21/12/2017 REUTERS/Francois Lenoir (Foto: Paulo Emílio)

Reuters - Os dois principais partidos pró-independência da Catalunha concordaram em apoiar o ex-líder da região Carles Puigdemont como candidato para liderar o governo regional, elevando a probabilidade de uma nova campanha pela separação da região do restante da Espanha neste ano.

Jordi Xucla, representante do partido Juntos pela Catalunha, disse nesta quarta-feira que sua legenda e o Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) apoiarão o retorno de Puigdemont ao cargo, do qual ele liderou o movimento de independência da região.

"O resultado do dia 21 de dezembro nos deu o mandato para refletir a maioria parlamentar. O candidato presidencial (da Catalunha) será evidentemente Puigdemont", disse Xucla à rádio nacional espanhola.

Puigdemont está em exílio autoimposto em Bruxelas e pode ser preso se retornar à Espanha. O outro principal possível candidato para representar os partidos pró-independência é o líder do ERC, Oriol Junqueras, que está detido em uma prisão em Madri.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, convocou uma eleição regional para o dia 21 de dezembro para solucionar a pior crise política da Espanha em décadas, depois que líderes catalães declararam a independência da região em outubro, após a realização de um referendo considerado ilegal.

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