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Sete países exigem que Israel interrompa avanço de assentamentos ilegais na Cisjordânia

Declaração conjunta afirma que avanço dos assentamentos ilegais compromete a estabilidade na região e viola o direito internacional

Forças israelenses em Hebron, na Cisjordânia ocupada por Israel (Foto: REUTERS/Mussa Qawasma)
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247 - Os líderes de Canadá, Austrália, França, Alemanha, Itália, Nova Zelândia e Reino Unido pediram nesta sexta-feira (22) que Israel interrompa a expansão de assentamentos ilegais na Cisjordânia. Segundo a RT Brasil, a informação foi divulgada em comunicado conjunto publicado pelos governos dos sete países.

"Nos últimos meses, a situação na Cisjordânia se deteriorou significativamente. A violência dos colonos está em níveis sem precedentes. As políticas e práticas do Governo israelense, incluindo um maior fortalecimento do controle israelense, estão minando a estabilidade e as perspectivas de uma solução de dois Estados", afirmaram os líderes das nações.

O documento também reiterou a posição dos sete países sobre a legalidade dos assentamentos israelenses na Cisjordânia. "O direito internacional é claro: os assentamentos israelenses na Cisjordânia são ilegais", diz a declaração conjunta.

Os governos signatários ainda solicitaram que Israel encerre a ampliação dos assentamentos e suspenda medidas administrativas relacionadas ao controle do território. Os líderes também pediram que o governo israelense responsabilize envolvidos em ataques de colonos, investigue denúncias contra forças israelenses e respeite a custódia hachemita sobre os locais sagrados de Jerusalém e os acordos históricos de status quo.

O comunicado ainda defende a suspensão das restrições financeiras impostas à Autoridade Palestina e à economia palestina.

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