Síria pede reunião do Conselho de Segurança sobre Golã

A Síria solicitou nesta terça-feira (26) uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre seu território ocupado nas Colinas de Golã, após a decisão dos Estados Unidos de reconhecer a soberania de Israel sobre a região, informaram fontes diplomáticas

Síria pede reunião do Conselho de Segurança sobre Golã
Síria pede reunião do Conselho de Segurança sobre Golã
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247, com AFP - A Síria solicitou nesta terça-feira (26) uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre seu território ocupado nas Colinas de Golã, após a decisão dos Estados Unidos de reconhecer a soberania de Israel sobre a região, informaram fontes diplomáticas.

A presidência do Conselho, controlada desde março pela França, deve determinar uma data para a realização da reunião.

É possível que um voto de procedimento, que pode ser solicitado por um dos 15 membros do Conselho de Segurança, impeça em última instância a realização desta reunião, assinalou um diplomata.

Para que se concretize o encontro, o país solicitante deve obter nove votos durante uma votação de ordem, na qual não é possível o veto.

Se não for possível organizar o evento antes do dia 31 de março, é possível fazer um novo pedido à Alemanha, que assumirá a presidência do Conselho no dia seguinte.

Na manhã da terça-feira, numa reunião mensal dedicada ao conflito entre israelenses e palestinos, vários membros do Conselho apresentaram seu desconforto após o reconhecimento por parte do presidente de Estados Unidos, Donald Trump, da "soberania" de Israel sobre as Colinas de Golã, apesar das resoluções da ONU que atribuem a esta área a qualidade de "território ocupado" pelo Estado sionista.

Muitos países têm denunciado a política de "fatos consumados" seguida pela Casa Branca, que no ano passado decidiu unilateralmente reconhecer Jerusalém como a capital de Israel.

Em particular, os cinco países europeus membros do Conselho - Alemanha, França, Reino Unido, Bélgica e Polônia - fizeram uma declaração solene indicando que "não reconheciam a soberania de Israel sobre os territórios ocupados desde junho de 1967, incluindo as Colinas de Golã".

"A anexação de um território pela força está proibida pelo direito internacional", disseram. "Qualquer declaração sobre uma mudança de fronteira unilateral é contrária às normas sobre a ordem internacional e a Carta da ONU", insistiram.

Durante a discussão, o embaixador francês François Delattre argumentou que os parâmetros acordados pela comunidade internacional para uma paz duradoura no Oriente Médio "não são opções ou um menu que se pode alterar à vontade".

As Colinas de Golã foram conquistados da Síria em 1967 pelas forças de Israel durante a Guerra dos Seis Das e anexaaos em 1981. É um território estratégico para ambos países, porque é rico em água e de onde é possível avistar a Galileia e seu mar do lado controlado pelos israelenses.

O conhecimento liberta. Saiba mais

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247