Síria rejeita acordo entre EUA e Turquia sobre fronteira

O governo da Síria anunciou que rejeita "categoricamente" o acordo entre Estados Unidos e Turquia para criar uma "zona de segurança" no norte do país, com população majoritária de curdos sírios, informou nesta quinta-feira (8) a agência noticiosa oficial SANA

Walid Muallem, chanceler sírio
Walid Muallem, chanceler sírio (Foto: Sputnik)

AFP - A Síria rejeita "categoricamente" o acordo entre Estados Unidos e Turquia para criar uma "zona de segurança" no norte do país, informa a  agência oficial SANA.

"A Síria rejeita categoricamente o acordo dos dois ocupantes, americano e turco, sobre a criação do que chamam de zona de segurança", afirmou a SANA, ao citar o ministério sírio das Relações Exteriores.

"O acordo constitui uma agressão flagrante contra a soberania e a unidade territorial síria, assim como uma violação dos princípios do direito internacional", afirmou uma fonte citada pela agência.

Na quarta-feira, Turquia e Estados Unidos decidiram estabelecer um "centro conjunto de operações" para coordenar a criação de uma "zona de segurança" no norte da Síria com o objetivo de evitar confrontos entre forças turcas e curdas.

"A Síria pede à comunidade internacional e às Nações Unidas que condenem esta agressão americana-turca, que constitui uma escalada perigosa", completou a fonte.

O acordo anunciado na quarta-feira foi alcançado após três dias de intensas negociações.

Washington quer impedir uma nova operação de Ancara contra as Unidades de Proteção Popular (YPG), a milícia curda que contra uma vasta região do norte da Síria.

A Síria acusou nesta quinta-feira os curdos sírios de serem usados como "ferramenta" em um "projeto hostil" americano-turco e pediu que retornem ao "controle nacional".

Ao mesmo tempo, líderes curdos sírios celebraram o acordo entre Estados Unidos e Turquia, mas destacaram que ainda faltam muitos detalhes.

"O acordo pode marcar o início de um novo enfoque, mas ainda precisamos de mais detalhes", afirmou à AFP o dirigente curdo Aldar Khalil.

"Avaliaremos o acordo em função dos detalhes e dos fatos, não das manchetes", completou.

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247