Sírios vão às ruas para apoiar Assad após ataques

Vários grupos de pessoas saíram nesta manhã às ruas de diversas partes da Síria que estão sob controle do governo para manifestar apoio ao presidente Bashar Al Assad, após os bombardeios realizados ontem por Estados Unidos, Reino Unido e França; os manifestantes se reuniram desde cedo na Praça dos Omíadas, na capital Damasco, levando bandeiras do país e cantando palavras de ordem a favor do governante

sírios
sírios (Foto: Gisele Federicce)
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Da Agência EFE - Vários grupos de pessoas saíram na manhã de hoje (14) às ruas de diversas partes da Síria que estão sob controle do governo para manifestar apoio ao presidente Bashar Al Assad, após os bombardeios realizados ontem por Estados Unidos, Reino Unido e França.

Os manifestantes se reuniram desde cedo na Praça dos Omíadas, na capital Damasco, levando bandeiras do país e cantando palavras de ordem a favor do governante, como pôde constatar a Agência EFE.

"A agressão dos EUA não nos amedrontará, tenho confiança de que Assad liderará a Síria para um futuro próspero, aconteça o que acontecer", disse Zeina Hamada, uma recepcionista de 23 anos que participava da manifestação.

Não muito longe dela estava Munir Allam, que usava uma camiseta com uma foto de Assad e levava uma bandeira síria em seu carro.

"Continuaremos a guerra, apesar das tentativas dos EUA de protegê-los [os grupos opositores que são chamados de terroristas pelo governo]", afirmou Allam, um empresário de 31 anos.

Allam questionou por que Washington não esperou para atacar até que a Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) terminasse sua investigação, que estava prevista para começar hoje.

"Eles [a equipe investigadora] já estão na cidade e começarão [os trabalhos] nas próximas horas. Isto é uma agressão flagrante contra o nosso país, mas de jeito nenhum temos medo", disse.

Várias manifestações similares aconteceram em outras partes do país e estão sendo transmitidas ao vivo pela rede de televisão estatal, como em Aleppo, Latakia, Sweida, Tartous, Hama e Homs.

A popularidade do presidente aumentou nessas regiões do país devido às recentes vitórias do Exército, a última delas em Ghouta Oriental, antes o principal reduto opositor nos arredores de Damasco.

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