Situação de brasileiros na Síria é “gravíssima”, diz Patriota

Nesta quinta-feira, uma famlia sria com filhos brasileiros pediu repatriao embaixada do Brasil em Damasco, capital do pas rabe

Situação de brasileiros na Síria é “gravíssima”, diz Patriota
Situação de brasileiros na Síria é “gravíssima”, diz Patriota (Foto: MOHAMED AL-SAYAGHI/REUTERS)

247, com agências – O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, definiu a situação dos brasileiros na Síria como “gravíssima” e “preocupante” nesta quinta-feira, 9. Atualmente vivem cerca de três mil brasileiros no país árabe.

Também quinta-feira, uma família pediu repatriação à embaixada brasileira em Damasco, na Síria. Segundo Patriota, a família tem dois filhos de nacionalidade brasileira. “Temos 3 mil cidadãos brasileiros na Síria e há uma única família que pediu apoio à embaixada. Eu fiz contato com o embaixador em Damasco e esperamos que eles possam ser repatriados o mais rapidamente possível”, disse.

Patriota disse ainda que viu com otimismo a retomada dos trabalhos da missão de observadores da Liga Árabe na Síria, com apoio da Organização das Nações Unidas. “Esperamos que essa movimentação diplomática contribua para o fim da violência que está trazendo muitos prejuízos à população civil.”

No final de janeiro, a missão de observadores da Liga Árabe na Síria foi suspensa devido à escalada da violência no país. De acordo com observadores independentes e organizações não governamentais, milhares de pessoas já foram mortas pelas forças de segurança do presidente Bashar Al Assad.

Nesta quinta, pelo menos 13 pessoas foram mortas no mais recente ataque do governo à sitiada cidade de Homs, segundo ativistas. As fontes acrescentaram que o número de vítimas deve aumentar.

“Doze das vítimas morreram no ataque que começou de madrugada no bairro de Baba Amr e outra morreu em Khaldiyeh", disse Rami Abdel Rahman, do Observatório Sírio pelos Direitos Humanos. "Mas nós esperamos mais vítimas, pois duas famílias cujas casas foram bombardeadas em Baba Amr permanecem sob os escombros”, afirmou o chefe do grupo sediado em Londres.

Abdel Rahman disse que o ataque do governo à cidade do centro do país começou no sábado passado e já deixou desde então mais de 400 mortos.

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