Snowden: imagem da prisão de Assange passa à história

O analista de sistemas Edward Snowden, que tornou públicos detalhes de programas que fazem parte do sistema de vigilância global da NSA americana, criticou a prisão de Assange; "Imagens do embaixador do Equador convidando a polícia secreta do Reino Unido para dentro da embaixada para arrastar um editor de jornalismo premiado para fora do prédio vão acabar nos livros de história. Os críticos de Assange podem aplaudir, mas este é um momento sombrio para a liberdade de imprensa", afirmou Snowden, atualmente exilado na Rússia

Snowden: imagem da prisão de Assange passa à história
Snowden: imagem da prisão de Assange passa à história

247 - O analista de sistemas Edward Snowden, que tornou públicos detalhes de programas que fazem parte do sistema de vigilância global da NSA americana, criticou a prisão do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, de 47 anos, que aconteceu nesta quinta-feira (11) no Reino Unido.

"Imagens do embaixador do Equador convidando a polícia secreta do Reino Unido para dentro da embaixada para arrastar uma editora do jornalismo premiada para fora do prédio vão acabar nos livros de história. Os críticos de Assange podem aplaudir, mas este é um momento sombrio para a liberdade de imprensa", afirmou Snowden no Twitter.

Assange tornou-se conhecido mundialmente em 2010, quando o WikiLeaks publicou um vídeo de 2007 que mostrava helicópteros Apache, dos EUA, matando 12 pessoas em Bagdá, no Iraque, entre as vítimas, havia duas equipes de notícias da Reuters.

Também naquele ano foram divulgados mais de 90 mil documentos secretos com detalhes da campanha militar dos americanos no Afeganistão, seguido por quase 400 mil relatórios internos que descreviam operações no Iraque.

O Equador ofereceu proteção diplomática ao ativista há quase sete anos, quando o país era governado por Rafael Correa, que mora na Bélgica atualmente.

Snowden também repudiou a denúncia dos EUA contra Assange pelo crime de conspiração na tentativa de acessar um computador secreto do governo americano junto à ex-analista de inteligência do Exército dos EUA Chelsea Manning em 2010.

"A fraqueza da acusação dos EUA contra Assange é chocante. A alegação de que ele tentou (e falhou?) Ajudar a decifrar uma senha durante sua reportagem mundialmente famosa é pública há quase uma década: é o caso que o DOJ de Obama se recusou a cobrar, dizendo que o jornalismo está ameaçado".

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