Somália declara estado de guerra contra extremistas do Al Shabab

Presidente da Somália, Mohammed Abdullahi "Farmaajo", declarou "estado de guerra" no país para acabar com o grupo jihadista Al Shabab, que ainda controla amplas zonas do sul e do centro do país, e ofereceu anistia aos terroristas que queiram se render; "Damos uma oportunidade para que se entreguem antes que as balas os alcancem", disse Abdullahi; o Al Shabab anunciou em 2012 sua adesão formal à Al Qaeda e à luta por instaurar um estado islâmico de inspiração wahhabista (movimento religioso ultraconservador e extremista)

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Extremistas, jihadistas, Al Shabab, Somália, terrorismo, terroristas (Foto: Paulo Emílio)

Agência Brasil - O presidente da Somália, Mohammed Abdullahi "Farmaajo", declarou nesta quinta-feira (7) "estado de guerra" no país para acabar com o grupo jihadista Al Shabab, que ainda controla amplas zonas do sul e do centro do país, e ofereceu anistia aos terroristas que queiram se render. As informações são da agência espanhola EFE.

A anistia governamental, à qual os membros da milícia poderão aderir em um prazo de 60 dias, está dirigida aos "jovens da Somália que foram enganados por lutadores estrangeiros", segundo o presidente somali.

"Damos uma oportunidade para que se entreguem antes que as balas os alcancem", acrescentou Abdullahi, que foi eleito presidente em 8 de fevereiro, pondo fim no processo eleitoral mais representativo do país em 47 anos.

Durante seu discurso, ele insistiu que a guerra para acabar com os jihadistas não é um objetivo só do governo, mas que todo o povo da Somália tem que permanecer unido para alcançá-lo. "O Al Shabab tem cerca de 5 mil combatentes, mas nós somos mais de 12 milhões de pessoas", disse.

O governo somali já ofereceu anistia aos terroristas em 2014, quando mais de 500 militantes do Al Shabab se renderam, segundo fontes da Iniciativa Barbaar, agência internacional de apoio à reinserção.

Extremismo

O Al Shabab anunciou em 2012 sua adesão formal à Al Qaeda e à luta por instaurar um estado islâmico de inspiração wahhabista (movimento religioso ultraconservador e extremista) na Somália, onde perpetra regularmente atentados contra civis, policiais, representantes do governo e militares.

O último deles ocorreu ontem (5), quando pelo menos oito pessoas morreram e várias ficaram feridas em um restaurante da capital, Mogadíscio, após um atentado com carro-bomba.

Apesar dos esforços do Exército somali e das tropas da Missão da União Africana na Somália, o Al Shabab segue tendo capacidade para efetuar ações em grande escala, tanto dentro como fora do país, segundo um recente relatório da ONU.

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