Temendo Trump, países declaram acordo climático um dever urgente no Marrocos

Em comunicado, os ministros na reunião afirmaram que o impulso de deixar os combustíveis fósseis e adotar energia mais limpa era “irreversível”. "Nós pedimos o mais elevado compromisso político para combater as mudanças climáticas, um assunto de prioridade urgente”, disseram eles na declaração acordada no encontro

Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso em Manhattan. 09/11/2016 REUTERS/Mike Segar
Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso em Manhattan. 09/11/2016 REUTERS/Mike Segar (Foto: Leonardo Attuch)

MARRAKECH, Marrocos (Reuters) - Temores de que o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, possa se retirar do Acordo de Paris de 2015 que trata do limite ao aquecimento global levaram quase 200 países em negociações sobre o clima em Marrocos nesta quinta-feira a declarar o acordo um “dever urgente”, segundo eles.

Trump chamou de farsa o aquecimento global causado pelo homem e disse que sairia do Acordo de Paris, que busca cortar as emissões dos gases do efeito estufa para zero neste século.

Em comunicado, os ministros na reunião afirmaram que o impulso de deixar os combustíveis fósseis e adotar energia mais limpa era “irreversível”.

"Nós pedimos o mais elevado compromisso político para combater as mudanças climáticas, um assunto de prioridade urgente”, disseram eles na declaração acordada no encontro.

"O nosso clima está aquecendo num ritmo alarmante e sem precedentes, e nós temos um dever urgente de dar uma resposta”, disse o documento. Os delegados aplaudiram e ovacionaram de pé após a leitura.

No documento, os países ricos reafirmam o objetivo de reunir 100 bilhões de dólares, de fontes públicas e privadas, até 2020, para ajudar os países em desenvolvimento.

(Reportagem de Alister Doyle e Nina Chestney)

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