Trump continua tentando forçar alteração do resultado eleitoral

"Veja o que vai acontecer", diz Trump em comício, destacando que vai continuar tentando mudar o resultado das eleições presidenciais em que foi derrotado pelo democrata Jor Biden

Pessoas votando nos EUA e Donald Trump
Pessoas votando nos EUA e Donald Trump (Foto: Reuters)
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Sputnik - Apesar dos mais de 60 processos judiciais movidos pela equipe do presidente Trump acusando Biden de ter ganhado a eleição norte-americana com fraudes e irregularidades terem sido rejeitados por tribunais estaduais e federais, ele continua afirmando que vai alterar o resultado a seu favor.

Donald Trump, prometeu continuar seus esforços para anular os resultados da eleição presidencial de 3 de novembro, alegando que mais evidências podem ser reveladas em breve sobre a ilegitimidade da vitória do democrata Joe Biden.

"Veja o que vai acontecer nas próximas semanas. Veja o que vai sair. Veja o que vai ser revelado", afirmou em um comício em Dalton, Geórgia, na véspera do segundo turno das eleições no estado, que são cruciais para determinar se os republicanos continuarão a controlar o Senado.

O segundo turno na Geórgia coloca os republicanos David Perdue e Kelly Loeffler contra os democratas Jon Ossoff e Raphael Warnock. Se pelo menos um candidato republicano vencer a reeleição, será o suficiente para os republicanos mantenham a maioria no Senado, o que lhes permitirá bloquear grande parte da agenda democrata.

Trump pediu aos norte-americanos que apoiassem os dois candidatos republicanos nesta terça-feira (05), dizendo que uma maioria democrata tentaria influenciar a Suprema Corte.

"Nunca haverá outra eleição justa na América […]. Isso daria a eles o poder de forçar cada peça iludida da legislação de esquerda que eles sempre quiseram, que sempre sonharam […]. Sua liberdade religiosa acabará, sua segunda emenda estará perdida, suas fronteiras e o grande novo muro já eram. Seus departamentos de polícia como os conhecemos desaparecerão e suas economias serão perdidas", acrescentou o presidente.

Trump garantiu que não havia possibilidade de os republicanos perderem a Geórgia, já que Biden foi certificado como o primeiro candidato presidencial democrata em mais de duas décadas a ganhar o estado. Em 2016, o presidente Trump venceu a Geórgia por 5,1%.

"Não há como perdermos a Geórgia. Não há como. Foi uma eleição fraudulenta, mas ainda estamos lutando por ela e você verá o que vai acontecer […]. Eles não vão tomar [a] Casa Branca! Vamos lutar como um louco", prometeu o presidente.

Na segunda-feira (4), um juiz federal dos EUA rejeitou uma ação dos republicanos em Wisconsin, que buscava dar ao vice-presidente Mike Pence autoridade total para anular os resultados das eleições presidenciais. Pence deve presidir a certificação do Congresso dos resultados da eleição presidencial de 2020 na quarta-feira (6). Pelo menos 140 membros da Câmara dos Representantes e 12 membros do Senado disseram que vão se opor ao resultado e estão exigindo uma comissão independente para conduzir uma auditoria em estados-chave.

O presidente Trump também pediu a Pence que rejeitasse a vitória de Biden durante a certificação do Congresso.

Em 14 de dezembro, o Colégio Eleitoral oficialmente certificou o democrata Biden como o vencedor da eleição presidencial de 2020, depois que todos os 50 estados norte-americanos certificaram os resultados da votação, totalizando 306 votos eleitorais para Biden e 232 votos eleitorais para Trump. A posse de Biden está prevista para 20 de janeiro.

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