Trump defende candidato ao Senado apesar de acusações de assédio sexual

O presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu nesta terça-feira o candidato republicano ao Senado pelo Alabama, Roy Moore, dizendo que Moore havia negado acusações de condutas sexuais inapropriadas e enfatizou não querer que o adversário democrata vença; Trump havia dito que Moore deveria se afastar se as acusações fossem verdadeiras; O jornal Washington Post publicou uma reportagem com relatos de três mulheres que dizem ter sido perseguidas por ele quando eram adolescentes e ele estava na casa dos 30 anos

Trump faz discurso em Seul 8/11/2017 REUTERS/Lee Jin-man/Divulgação
Trump faz discurso em Seul 8/11/2017 REUTERS/Lee Jin-man/Divulgação (Foto: Charles Nisz)
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Reuters - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta terça-feira o controverso candidato ao Senado dos EUA Roy Moore, dizendo que o republicano do Alabama havia negado acusações de condutas sexuais inapropriadas e enfatizou não querer que o adversário democrata de Moore vença. Trump disse anteriormente que Moore deveria se afastar caso as acusações fossem verdadeiras.

Trump, falando a repórteres na Casa Branca antes de viajar à Flórida, deixou aberta a possibilidade de realizar campanha para Moore, dizendo que irá fazer um anúncio sobre isto na próxima semana.“Roy Moore nega isto, ele nega isto totalmente”, disse Trump.

A posição de Trump é contrária à de outros republicanos. O republicano líder da maioria no Senado dos EUA, Mitch McConnell, e outros parlamentares proeminentes pressionaram Moore para deixar a disputa. Os comentários de Trump representam uma mudança na estratégia da Casa Branca, que tentou amplamente se distanciar da controvérsia de Moore.

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, disse repetidamente que eleitores do Alabama devem decidir a eleição, e Trump manteve sua posição de que Moore deve se afastar caso as acusações fossem verdadeiras. A Casa Branca também apoiou a decisão do Comitê Nacional Republicano de retirar apoio ao controverso ex-presidente da Suprema Corte do Alabama.

A campanha de Moore tem estado em tumulto desde que o Washington Post publicou uma reportagem detalhando relatos de três mulheres que dizem ter sido perseguidas por ele quando eram adolescentes e ele estava na casa dos 30 anos. Mais mulheres se manifestaram desde então com acusações próprias. Moore, de 70 anos, negou qualquer transgressão.

 

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