Trump diz que segura auxílio aos Correios para bloquear pedido de recursos para eleição por democratas

“Se não fecharmos o acordo, isso significa que eles não podem ter o dinheiro, e isso significa que não podem ter votação universal por correspondência. Isso simplesmente não pode acontecer", disse o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca
Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)
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Reuters - O financiamento para o serviço postal dos Estados Unidos e para o fortalecimento da infraestrutura eleitoral é o principal obstáculo nas negociações entre a Casa Branca e os democratas do Congresso sobre uma nova rodada de auxílio em resposta ao coronavírus, disse o presidente norte-americano, Donald Trump, nesta quinta-feira.

Trump disse que seus negociadores têm resistido aos pedidos dos democratas por dinheiro adicional para ajudar as autoridades eleitorais dos EUA a se prepararem para a disputa presidencial durante uma pandemia que matou mais de 165 mil norte-americanos e apresenta sérios desafios logísticos para a organização de grandes eventos, como a eleição de 3 de novembro.

“Os itens são os correios e os 3,5 bilhões de dólares para a votação pelos correios”, disse Trump à Fox Business Network, dizendo que os democratas querem dar 25 bilhões de dólares aos correios. “Se não fecharmos o acordo, isso significa que eles não podem ter o dinheiro, e isso significa que não podem ter votação universal por correspondência. Isso simplesmente não pode acontecer.”

Trump afirmou repetidamente, sem evidências, que a eleição pelos correios —uma forma de permitir que os cidadãos participem da eleição sem criar aglomerações que aumentariam o risco de transmissão da Covid-19— provavelmente está repleta de fraudes. Os especialistas que estudam as eleições afirmam que há poucas provas de que seja esse o caso.

A equipe de negociação da Casa Branca, composta pelo secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, e pelo chefe do gabinete, Mark Meadows, não se reúne com a presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, e o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, já faz seis dias.

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