Trump expulsa 60 russos e ordena fechamento de consulado

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou nesta segunda-feira a expulsão de 60 russos dos Estados Unidos e o fechamento do consulado da Rússia em Seattle devido a um ataque com uso de agente nervoso no início deste mês no Reino Unido, disseram autoridades graduadas dos EUA

Trump durante evento na Casa Branca 23/10/2017 REUTERS/Joshua Roberts
Trump durante evento na Casa Branca 23/10/2017 REUTERS/Joshua Roberts (Foto: Aquiles Lins)
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WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou nesta segunda-feira a expulsão de 60 russos dos Estados Unidos e o fechamento do consulado da Rússia em Seattle devido a um ataque com uso de agente nervoso no início deste mês no Reino Unido, disseram autoridades graduadas dos EUA.

A ordem de expulsão inclui 12 agentes da inteligência russa da missão do país junto à Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e reflete preocupações de que as atividades da inteligência russa têm sido cada vez mais agressivas, disseram a repórteres autoridades graduadas do governo norte-americano, falando sob condição de anonimato.

Leia também reportagem da Sputnik Brasil sore o assunto: 

Caso Skripal: diplomatas russos são mandados embora de vários países

Na sequência do envenenamento do ex-espião russo, Sergei Skripal, e sua filha Yulia, vários países resolveram expulsar diplomatas russos.

De acordo com as últimas notícias, alguns países da União Europeia, Canadá, EUA e Ucrânia se aliaram ao Reino Unido no que diz respeito à acusação contra a Rússia – até então sem provas – do envenenamento perto de um shopping em Salisbury, dentre eles estão Dinamarca, EUA, Holanda, Letônia, Estônia, Lituânia, Polônia, França, Ucrânia e República Tcheca.

Em especial, Dinamarca e Holanda mandaram de volta para casa dois diplomatas russos, cada. Países bálticos no total mandam embora cinco diplomatas russos. Além disso, até 4 de abril quatro funcionários russos devem sair da Polônia, sendo esta quantidade igual aos que deixam a França. Quanto à Ucrânia, o governo mandou expulsar 13 diplomatas, e no caso da República Tcheca são três.

Donald Trump, por sua vez, ordenou expulsão de 60 diplomatas russos, entre os quais 48 trabalhavam na embaixada russa em Nova York e outros 12 – na ONU.

O presidente do Comitê Internacional do Conselho da Federação da Rússia (câmara alta do parlamento), Konstantin Kosachov, declarou que a decisão dos países ocidentais é um "jogo sujo e infame sem precedentes".

"Não se pode depositar esperança em desculpas, este jogo sujo e infame sem precedentes foi desencadeado não para isso", escreveu no Facebook.

No entanto, o embaixador da Rússia nos EUA, Anatoly Antonov, frisou que a responsabilidade das consequências da fratura das relações russo-americanas cabe aos EUA.

Antonov acrescentou: "Por sua vez, expresso protesto rigoroso em relação às ações ilegais dos EUA, ressalto que hoje em dia não há nenhuma prova sobre a intervenção da Federação da Rússia na investigação do caso, bem como sobre envolvimento da Rússia na tragédia em Salisbury."

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