Trump fala em perdão e lança críticas em meio a investigações sobre Rússia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se queixou do conselheiro jurídico especial que investiga possíveis laços entre sua campanha de 2016 e a Rússia, insistindo que, como presidente, tem "total poder para perdoar"; Trump, que derrotou a democrata Hillary Clinton, questionou porque o procurador Jeff Sessions, e o conselheiro jurídico especial, Robert Mueller, não estavam investigando o ex-diretor do FBI, James Comey, ou Clinton, por suas mensagens eletrônicas enquanto secretária de Estado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante evento na Casa Branca, em Washington D.C., EUA 31/05/2017 REUTERS/Jonathan Ernst
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante evento na Casa Branca, em Washington D.C., EUA 31/05/2017 REUTERS/Jonathan Ernst (Foto: Leonardo Lucena)

Reuters - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou o Twitter neste sábado para se queixar do conselheiro jurídico especial que investiga possíveis laços entre sua campanha de 2016 e a Rússia, insistindo que, como presidente, tem "total poder para perdoar".

Trump, que derrotou a democrata Hillary Clinton nas últimas eleições presidenciais, questionou porque o procurador-geral, Jeff Sessions, e o conselheiro jurídico especial, Robert Mueller, não estavam investigando o ex-diretor do FBI, James Comey, ou Clinton, por suas mensagens eletrônicas enquanto secretária de Estado.

"Tantas pessoas perguntando porque o procurador-geral ou o advogado especial não estão olhando para os muitos crimes de Hillary Clinton ou Comey. 33 mil emails deletados...", escreveu o presidente norte-americano no Twitter.

"Meu filho Donald abertamente deu seus emails para mídia e autoridades, enquanto a desonesta Hillary Clinton deletou (e lavou em ácido) seus 33 mil emails!", exclamou Trump.

No ano passado, o FBI decidiu não prosseguir com acusações criminais contra Hillary Clinton por suas práticas de mensagens eletrônicas. Trump demitiu Comey em maio.

Jeff Sessions era defensor de Trump no Senado antes de ser nomeado procurador-geral, mas recentemente tornou-se alvo da ira de Trump em meio às investigações sobre a influência da Rússia nas eleições de 2016. Em audiência em março, ele não revelou que havia tido reuniões no ano passado com o embaixador da Rússia.

Na sexta-feira, o Comitê Judiciário do Senado dos EUA disse que o filho mais velho de Trump, Donald Trump Jr., e o ex-gerente de campanha, Paul Manafort, haviam concordado em negociar se seriam entrevistados por um painel na investigação.

O The Washington Post noticiou na quinta-feira que Trump havia questionado sobre sua autoridade para emitir perdão a assistentes, familiares e talvez a si mesmo, à medida que as investigações sobre os laços com a Rússia se ampliam.

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