Trump sanciona lei de sanções contra Rússia, mas a considera 'falha'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, transformou em lei novas sanções contra a Rússia nesta quarta-feira (1), mas criticou a legislação por interferir em seus poderes para moldar a política externa, dizendo que poderia ter feito "acordos muito melhores" com governos do que o Congresso; "Embora eu seja a favor de medidas duras para punir e deter o comportamento agressivo e desestabilizador do Irã, da Coreia do Norte e da Rússia, esta legislação é significativamente falha", disse Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, transformou em lei novas sanções contra a Rússia nesta quarta-feira (1), mas criticou a legislação por interferir em seus poderes para moldar a política externa, dizendo que poderia ter feito "acordos muito melhores" com governos do que o Congresso; "Embora eu seja a favor de medidas duras para punir e deter o comportamento agressivo e desestabilizador do Irã, da Coreia do Norte e da Rússia, esta legislação é significativamente falha", disse Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, transformou em lei novas sanções contra a Rússia nesta quarta-feira (1), mas criticou a legislação por interferir em seus poderes para moldar a política externa, dizendo que poderia ter feito "acordos muito melhores" com governos do que o Congresso; "Embora eu seja a favor de medidas duras para punir e deter o comportamento agressivo e desestabilizador do Irã, da Coreia do Norte e da Rússia, esta legislação é significativamente falha", disse Trump (Foto: Charles Nisz)
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Reuters - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, transformou em lei novas sanções contra a Rússia nesta quarta-feira, mas criticou a legislação por interferir em seus poderes para moldar a política externa, dizendo que poderia ter feito "acordos muito melhores" com governos do que o Congresso.

Depois de assinar um projeto de lei que o Congresso aprovou por imensa maioria na semana passada e que vai de encontro a seu desejo de melhorar as relações com Moscou, o presidente republicano expôs uma longa lista de preocupações.

Suas críticas às sanções, que também afetam o Irã e a Coreia do Norte, criaram dúvidas sobre o quão preparado Trump está para aplicar as medidas e adotar ações contra a Rússia.

"Embora eu seja a favor de medidas duras para punir e deter o comportamento agressivo e desestabilizador do Irã, da Coreia do Norte e da Rússia, esta legislação é significativamente falha", disse Trump em um comunicado de assinatura formal.

Trump afirmou em um nota separada que estava sancionando a medida "por causa da unidade nacional", mesmo que ele tenha visto problemas com isso.

Ele ficou de mãos atadas depois que o Congresso, controlado pelos republicanos, aprovou a legislação por uma margem tão grande na quinta-feira passada que teria impedido qualquer tentativa sua de vetar o projeto de lei.

O Congresso chancelou a medida de punição ao governo russo devido à sua suposta interferência na eleição presidencial de 2016, à sua anexação da ucraniana Crimeia e a outras possíveis violações de normas internacionais.

A legislação já provocou contramedidas do presidente russo, Vladimir Putin, que ordenou grandes cortes no número de funcionários da missão diplomática dos EUA em seu país.

Após Trump sancionar a lei, o Ministério das Relações Exteriores russo disse que o país pode impor contramedidas e que as novas penalidades dos EUA arriscam prejudicar a estabilidade global.

A democrata mais graduada da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, expressou preocupação com o comunicado de assinatura de Trump, dizendo que ele "desperta dúvidas sérias, como se sua gestão pretende ou não seguir a lei ou se ele continuará a permitir e recompensar a agressão de Vladimir Putin".

No comunicado, Trump se queixou do que disse serem "cláusulas claramente inconstitucionais" na legislação relacionadas aos poderes presidenciais para determinar a política externa.

A nova medida, a primeira grande legislação de política externa aprovada pelo Congresso desde que Trump tomou posse em janeiro, inclui uma cláusula que permite à legislatura deter qualquer esforço do presidente para amenizar as sanções já em vigor contra a Rússia.

A legislação irá afetar uma variedade de indústrias russas e pode prejudicar ainda mais a economia do país, já enfraquecida por sanções impostas em 2014 depois de Moscou anexar a Crimeia da Ucrânia. 

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