Trump sinaliza ser contra novas sanções contra a Rússia

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, declarou que os americanos “precisam cuidar das próprias vidas” ao responder apelos que defendem a imposição de novas sanções contra a Rússia por sua suposta tentativa de interferência nas eleições presidenciais dos EUA

Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso em Manhattan. 09/11/2016 REUTERS/Mike Segar
Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso em Manhattan. 09/11/2016 REUTERS/Mike Segar (Foto: Leonardo Attuch)
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Da Agência Sputinik

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, declarou que os americanos “precisam cuidar das próprias vidas” ao responder apelos que defendem a imposição de novas sanções contra a Rússia por sua suposta tentativa de interferência nas eleições presidenciais dos EUA, relata a Reuters.

“Penso que precisamos começar a cuidar das nossas vidas. Penso que os computadores dificultaram muito a nossa vida. A própria era dos computadores nos levou a um lugar onde ninguém mais sabe ao certo o que está acontecendo”, disse Trump à imprensa em sua vila na Flórida, ao responder a uma pergunta sobre a possibilidade de os EUA imporem novas sanções à Rússia.

Trump explicou que ele não estava ciente dos comentários do senador republicano Lindsey Graham, que disse que a Rússia pode esperar por sanções por causa da sua suposta intervenção nas eleições presidenciais nos EUA através de ataques cibernéticos. “Temos a velocidade, temos muitas outras coisas, mas não tenho a certeza de que temos a segurança necessária. Não conversei sobre esse tema com senadores, mas certamente o farei dentro de algum tempo”, acrescentou Trump.

Nesta quarta-feira (28), a imprensa americana informou, citando por fonte funcionários do governo, que o presidente Barack Obama planeja anunciar novas sanções contra a Rússia como resposta aos seus supostos ataques hacker.

Kerry reforça acusações contra Rússia e supostos ciberataques Serviços especiais americanos acusaram oficialmente Moscou de ter promovido tentativas de interferir nas eleições presidenciais nos EUA, reconhecendo, no entanto, não ter identificado qualquer aumento de atividade hacker no dia do pleito.  Moscou refuta veementemente quaisquer insinuações nesse sentido. O porta-voz do presidente, Dmitry Peskov, por sua vez, chamou as acusações contra Moscou de "absolutamente injustificadas" e adiantou, que tais declarações "não têm nenhuma base, não se substanciam por nenhuns fatos".


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