União Europeia impõe condições a May para prorrogação do Brexit

Faltando oito dias para a saída do Reino Unido da União Europeia, a primeira-ministra britânica, Theresa May, defende nesta quinta-feira (21) diante de seus 27 pares o pedido para adiar por três meses a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), que impõe suas condições; a prorrogação, que os 27 pares de May devem aprovar por unanimidade, "estará condicionada à votação positiva da Câmara dos Comuns ao acordo de divórcio", disse o presidente do Consleho Europeu, Donald Tusk

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247, com AFP - Faltando oito dias para a saída do Reino Unido da União Europeia, a primeira-ministra britânica, Theresa May, defende nesta quinta-feira (21) diante de seus 27 pares o pedido para adiar por três meses a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), que impõe suas condições. A prorrogação, que os 27 pares de May devem aprovar por unanimidade, "estará condicionada à votação positiva da Câmara dos Comuns ao acordo de divórcio", disse o presidente do Consleho Europeu, Donald Tusk.

"Uma prorrogação curta é possível", afirmou na quarta-feira o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, em resposta à carta apresentada pela chefe de Governo britânica, na qual solicitou ao bloco o adiamento do Brexit até 30 de junho.

Este é o objetivo que a primeira-ministra britânica apresenta na carta e que, na quarta-feira à noite no Parlamento britânico, disse estar "determinada" a levar adiante, apesar da rejeição dos deputados ao acordo em duas ocasiões.

"Se na próxima semana não acontecer uma votação, ou uma votação positiva do Parlamento britânico, será necessário verificar se o Conselho Europeu se reunirá outra vez antes de 29 de março", afirmou nesta quinta-feira a chanceler alemã Angela Merkel.

O tempo é cada vez mais curto. O Reino Unido deve tornar-se em 29 de março o primeiro país a abandonar o bloco em seis décadas de projeto europeu, como decidiram os britânicos em um referendo em junho de 2016.

Nos últimos dias, no entanto, surgiu um novo obstáculo: o presidente da Câmara dos Comuns, John Bercow, afirmou que a primeira-ministra britânica não poderia apresentar novamente a "mesma proposta" de acordo, sem mudanças "substanciais".

Os europeus, neste contexto, esperam de May "garantias" de que "uma maioria democrática no Reino Unido" apoia o conteúdo de sua carta, indicou um fonte diplomática, antes de decidir sobre a prorrogação e sua eventual duração.

A França, um dos países mais exigentes com a Grã-Bretanha, advertiu que rejeitará o pedido se May não apresentar garantias suficientes sobre a credibilidade de sua estratégia.

Em uma aparente tentativa de conciliar posições entre os países do bloco, o presidente do Conselho Europeu disse esperar que os governantes adotem na reunião de Bruxelas seu plano de condições, que poderia ser formalizado mais tarde por "escrito".

"Embora a esperança de êxito final possa parecer frágil, inclusive ilusória, e apesar da fadiga do Brexit ser cada vez mais visível e justificada, não podemos abandonar a busca - até o último momento - de uma solução positiva", disse Tusk.

As fontes diplomáticas consultadas em Bruxelas descartam, no entanto, uma "decisão" clara na reunião de cúpula e acreditam mais em "indícios sobre o que os 27 estão dispostos a acordar em caso de voto positivo", afirmou um diplomata europeu.

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