Unicef defende manter as escolas abertas durante a pandemia

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) insiste na necessidade de manter as escolas em funcionamento ou priorizá-las nos planos de reabertura, levando em consideração as medidas de saúde

(Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
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247 - O Unicef, agência das Nações Unidas para a Infância, defende a abertura das escolas, desde que preservadas as medidas de proteção contra a covid. Como os casos da covid-19 continuam aumentando em todo o mundo, o fechamento de centros de ensino deve ser uma medida de último recurso, disse a agência da ONU em um comunicado.

Este ano, o Unicef ​​estima que o número de menores fora da escola aumente em 24 milhões, um nível não visto há anos.

Muitos países optaram por manter as escolas fechadas, alguns por quase todo o ano de 2020, apesar das evidências de que essas instituições não são um motor para a propagação da pandemia, destaca o texto.

A diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, recomendou que sejam feitos todos os esforços para manter as crianças na escola, já que a pandemia continua elo segundo ano consecutivo, informa a Prensa Latina.

O custo do fechamento desses centros é devastador, ela enfatizou, ressaltando que  90 por cento dos alunos em todo o mundo enfrentaram essa medida durante 2020, e mais de um terço ficou sem acesso à educação remota.

"A capacidade das crianças de ler, escrever e estudar matemática básica diminuiu, e as habilidades de que precisam para prosperar na economia do século 21 diminuíram."

Além disso, Fore alertou que manter as crianças em casa coloca em risco a sua saúde, desenvolvimento, segurança e bem-estar, sendo os mais vulneráveis ​​os mais afetados.

Muitos menores, sem acesso à alimentação escolar, passam fome e sua alimentação piora.  Henrietta Fore pediu medidas para enfrentar esses problemas e dar mais proteção às crianças.

Sem a rede de segurança que as escolas costumam oferecer, muitas crianças ficam mais vulneráveis ​​a abusos, casamento precoce e trabalho infantil.

De acordo com a diretora executiva do Unicef, se os menores enfrentarem mais um ano de fechamento de escolas, os efeitos serão sentidos nas próximas gerações.

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