Universidade gratuita sem professores é inaugurada no Vale do Silício

Com investimento próprio de US$ 100 milhões, o bilionário francês Xavier Niel criou a 42, uma universidade sem professores, livros ou mensalidade acaba de ser inaugurada no Vale do Silício para formar estudantes interessados em programação e desenvolvimento de software; instituição pretende resolver um buraco no mercado de computação previsto para daqui alguns anos: o escritório de estatística dos EUA acredita que, em 2020, haverá 1.4 milhões de novas vagas em ciências da computação, mas apenas 400.000 graduandos qualificados na área

Com investimento próprio de US$ 100 milhões, o bilionário francês Xavier Niel criou a 42, uma universidade sem professores, livros ou mensalidade acaba de ser inaugurada no Vale do Silício para formar estudantes interessados em programação e desenvolvimento de software; instituição pretende resolver um buraco no mercado de computação previsto para daqui alguns anos: o escritório de estatística dos EUA acredita que, em 2020, haverá 1.4 milhões de novas vagas em ciências da computação, mas apenas 400.000 graduandos qualificados na área
Com investimento próprio de US$ 100 milhões, o bilionário francês Xavier Niel criou a 42, uma universidade sem professores, livros ou mensalidade acaba de ser inaugurada no Vale do Silício para formar estudantes interessados em programação e desenvolvimento de software; instituição pretende resolver um buraco no mercado de computação previsto para daqui alguns anos: o escritório de estatística dos EUA acredita que, em 2020, haverá 1.4 milhões de novas vagas em ciências da computação, mas apenas 400.000 graduandos qualificados na área (Foto: Aquiles Lins)

Do Infomoney - Uma universidade sem professores, livros ou mensalidade acaba de ser inaugurada no Vale do Silício para formar estudantes interessados em programação e desenvolvimento de software. Trata-se da segunda unidade da 42, projetada pelo bilionário francês Xavier Niel e que saiu do papel na França em 2013.

O nome da universidade é uma referência ao livro Guia do Mochileiro das Galáxias, segundo o qual "42" é a resposta para a questão da vida, do universo e tudo mais.

Sem fins lucrativos, a instituição pretende resolver um buraco no mercado de computação previsto para daqui alguns anos: o escritório de estatística dos EUA acredita que, em 2020, haverá 1.4 milhões de novas vagas em ciências da computação, mas apenas 400.000 graduandos qualificados na área.

Com investimento de US$ 100 milhões de seu próprio dinheiro, Niel adquiriu um campus de 18.500 metros quadrados em frente à sede do Facebook em Menlo Park. Além dessas instalações, a 42 oferecerá dormitórios gratuitos para aqueles que precisarem do auxílio, em outra estrutura de 7.800 metros quadrados.

Uma vez dentro da instituição, os alunos aprendem por meio de ensino colaborativo e projetos que simulam o dia a dia em empresas de tecnologia - como a criação de sites. As atividades são desenvolvidas em grupo, e o desenvolvimento é em níveis ou fases, como se estivessem em um jogo.

Público alvo

Qualquer pessoa com idade entre 18 e 30 anos pode estudar na 42. Para graduar-se, é preciso cumprir um currículo entre 3 e 5 anos, de acordo com a Forbes. São 21 níveis de aprendizagem.

Em uma entrevista para a Venture Beat em junho, Niel afirmou que pretende fazer com que todas as pessoas iniciem a universidade com os mesmos parâmetros. "Descobrimos que na França, assim como nos EUA, os estudantes das melhores universidades vêm dos círculos sociais mais altos", explicou.

Para ele, cultura geral não é uma necessidade de quem estuda computação. "Apenas duas coisas são levadas em conta: lógica e a vontade de desenvolver", afirma. Por isso, ele diz não questionar nada a respeito dos candidatos, mas apenas pedir o preenchimento de um teste de "pura lógica". "Você pode ser absolutamente terrível em matemática e ainda assim passar. É bastante engraçado, esses jogos em que não explicamos as regras, mas você precisa encontrar a chave", explica.

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