Uso unilateral da força atenta contra a paz, adverte Cuba na ONU

Na Assembleia geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Cuba condena agressões e unilateralismo, defende cooperação internacional e a paz

Logotipo da ONU. Foto: Wikimedia Commons
Logotipo da ONU. Foto: Wikimedia Commons (Foto: Reinaldo)

247, com Prensa Latina - A representante permanente de Cuba na ONU, Anayansi Rodríguez, disse nesta quarta-feira (25) que os esforços para manter a paz serão truncados se continuarem as imposições e o uso unilateral da força contra Estados soberanos.

Ao intervir no debate de alto nivel da Assembleia Geral sobre consolidação e manutenção da paz, a diplomata chamou a atenção para as ações de alguns países voltadas para implantar determinados padrões políticos ou a conseguir uma mudança de regime.

Também a imposição de padrões de consumo irracionais e insustentáveis, as desigualdades, o saque dos recursos e a exploração geraram situações de conflitos, apontou.

Devido a isso, disse, para alcançar uma paz sustentável, é necessário erradicar as causas profundas dos conflitos e os problemas de desenvolvimento econômico e social que afetam muitas nações.

Uma ordem internacional mais justa, democrática e equitativa contribuiria para esse anseio de paz, enfatizou a embaixadora cubana.

Nesse sentido, destacou como um ambiente internacional de respeito ao multilateralismo e baseado em relações de amizade e cooperação é muito proveitoso para a estabilidade e a segurança mundial.

Cuba, acrescentou, apoia que se supere a fragmentação e se alcance a coerência em todo o sistema das Nações Unidas com a finalidade de reforçar as ações de manutenção da paz.

Do mesmo modo, nos somamos ao chamamento do secretário geral da ONU, Antonio Guterres, para incrementar os fundos destinados a essas ações, para as quais ainda é necessário mais financiamiento, disse a diplomata cubana.

A representante permanente de Cuba na ONU apoiou a reforma impulsionada pelo máximo representante das Nações Unidas, Antonio Guterres, a qual inclui algumas medidas sobre o tema da manutenção e consolidação da paz.

O apoio à Agenda 2030, o acesso e transferência de tecnologias em igualdade de condições e sem discriminação, a ajuda oficial para o desenvolvimento sem condições prévias são outros fatores que coadjuvariam os esforços de paz, ressaltou.

As Nações Unidas devem desempenhar seu papel nessa direção, mas sem a interferência nos assuntos internos dos países, só assim se poderá apoiar a consolidação da paz, concluiu.

A comunidade internacional gastou 233 bilhões de dólares durante a última década em resposta humanitária, manutenção da paz e acolhida de refugiados, por isso a ONU demanda agora um novo enfoque nessa área.

O debate de alto nível na Assembleia Geral da ONU, realizado na terça (24) e quarta-feira (25) contou com a presença dos chefes de Estado e de Governo da Colômbia, Bósnia, República Centroafricana, Gâmbia e Irlanda, entre outros altos representantes.

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