Venezuela dá 72 horas para embaixador da Espanha abandonar o país

A decisão do Governo de Nicolás Maduro foi anunciada na quinta-feira (25) pelo ministro de Assuntos Exteriores venezuelano, Jorge Arreaza, que publicou um comunicado por meio do Twitter; a expulsão do diplomata espanhol ocorre dois dias depois que o Executivo venezuelano chamou para consultas seu embaixador em Madri, Mario Isea, devido ao que qualificou de "agressão ingerencista e colonialista" do Governo da Espanha

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, faz discurso semanal em Caracas 17/109/2017 Divulgação Palácio de Miraflores via REUTERS
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, faz discurso semanal em Caracas 17/109/2017 Divulgação Palácio de Miraflores via REUTERS (Foto: Charles Nisz)

Agência Brasil - O Governo da Venezuela deu oficialmente um prazo de 72 horas ao embaixador espanhol em Caracas para que abandone o país após ser declarado persona non grata.  A informação é da Agência EFE.

Fontes do Ministério espanhol de Relações Exteriores confirmaram que o embaixador Jesús Silva Fernández recebeu há algumas horas um comunicado oficial no qual a Venezuela lhe declara persona non grata e lhe concede 72 horas para abandonar o país.

A decisão do Governo de Nicolás Maduro foi anunciada na quinta-feira (25) pelo ministro de Assuntos Exteriores venezuelano, Jorge Arreaza, que publicou um comunicado por meio do Twitter.

A expulsão do diplomata espanhol ocorre dois dias depois que o Executivo venezuelano chamou para consultas seu embaixador em Madri, Mario Isea, devido ao que qualificou de "agressão ingerencista e colonialista" do Governo da Espanha.

Além disso, a Venezuela entregou uma "contundente" nota de protesto a diplomatas da União Europeia credenciados no país pelas sanções comunitárias contra sete altos funcionários da nação sul-americana.

Desde Davos, onde assistia ao Fórum Econômico Mundial, o ministro espanhol de Relações Exteriores, Alfonso Dastis, apontou ontem que a Espanha responderá "com proporcionalidade e reciprocidade" à decisão da Venezuela e rejeitou as acusações de "ingerência" proferidas pelo Governo venezuelano.

Dastis disse que o único que a Espanha fez desde o princípio é "ajudar ao processo" de diálogo entre o Governo de Maduro e a oposição.

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