Ventos fortes postergam saída de minissubmarino de busca ao ARA San Juan

A saída de um minissubmarino de resgate norte-americano em direção à área de buscas da embarcação argentina desaparecida há 11 dias no Atlântico Sul, foi postergada em meio a um alerta de ventos fortes; o Serviço Meteorológico Nacional argentino divulgou alerta por "ventos intensos do setor... por volta do meio-dia, com velocidades entre 50 e 90 quilômetros por hora, com rajadas", segundo sua página na internet

Submarino argentino Ara San Juan, que desapareceu durante manobras
Submarino argentino Ara San Juan, que desapareceu durante manobras (Foto: Charles Nisz)
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Agência Brasil - A saída de um minissubmarino de resgate norte-americano, que estava sendo preparado para zarpar na noite de sábado (25) em direção à área de buscas da embarcação argentina desaparecida há 11 dias no Atlântico Sul, foi postergada em meio a um alerta de ventos fortes.

O navio Sophie Siem, que levaria o minissubmarino, está no Porto de Comodoro Rivadavia, na Província de Chubut, e poderia sair à tarde, segundo a imprensa local.

O Serviço Meteorológico Nacional divulgou alerta por "ventos intensos do setor... por volta do meio-dia, com velocidades entre 50 e 90 quilômetros por hora, com rajadas", segundo informa na sua página na internet.

O navio vai demorar cerca de 24 horas para chegar à região de busca do submarino argentino ARA San Juan, desaparecido no dia 15 de novembro com 44 tripulantes, depois de relatar falha nas baterias.

Enrique Balbi, porta-voz das Forças Armadas, postergou em duas horas a entrevista coletiva prevista para o meio-dia deste domingo (26).

Autoridades argentinas informaram na quinta-feira que o submarino havia sofrido uma explosão. Com isso, muitos familiares dos marinheiros passaram a considerá-los mortos, enquanto uma operação internacional se concentra nas buscas de rastros do navio.

"Estamos na incerteza total", disse à Reuters María Victoria Morales, mãe do tripulante Luis García.

A operação internacional de buscas e resgate, que inclui cerca de 4.000 pessoas e 30 aviões e barcos da Argentina, Estados Unidos, Reino Unido, Brasil e Chile, entre outros países, não mostrou nenhum progresso.

O ARA San Juan, construído na década de 1980 na Alemanha, foi submetido em 2008 a um processo de "reparação", que levou mais de dois anos e implicou a substituição dos seus motores a diesel, entre outros trabalhos de manutenção, segundo dados oficiais.

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