Vice-presidente Martín Vizcarra é chamado para assumir Presidência do Peru

O primeiro vice-presidente do Peru, Martín Vizcarra, atual embaixador do seu país no Canadá, é esperado nas próximas horas em Lima para que assuma a Presidência, após a renúncia de Pedro Pablo Kuczynski ao cargo hoje (21); no entanto, enquanto a renúncia de Kuczynski não for aceita pelo Congresso, o presidente segue no poder, à espera que o Legislativo oficialize a mudança governamental

O primeiro vice-presidente do Peru, Martín Vizcarra, atual embaixador do seu país no Canadá, é esperado nas próximas horas em Lima para que assuma a Presidência, após a renúncia de Pedro Pablo Kuczynski ao cargo hoje (21); no entanto, enquanto a renúncia de Kuczynski não for aceita pelo Congresso, o presidente segue no poder, à espera que o Legislativo oficialize a mudança governamental
O primeiro vice-presidente do Peru, Martín Vizcarra, atual embaixador do seu país no Canadá, é esperado nas próximas horas em Lima para que assuma a Presidência, após a renúncia de Pedro Pablo Kuczynski ao cargo hoje (21); no entanto, enquanto a renúncia de Kuczynski não for aceita pelo Congresso, o presidente segue no poder, à espera que o Legislativo oficialize a mudança governamental (Foto: Aquiles Lins)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

EFE, via Agência Brasil - O primeiro vice-presidente do Peru, Martín Vizcarra, atual embaixador do seu país no Canadá, é esperado nas próximas horas em Lima para que assuma a Presidência, após a renúncia de Pedro Pablo Kuczynski ao cargo hoje (21). A informação é da EFE.

O Peru passará por uma transição constitucional que estabelece que Vizcarra deve tomar o mais rápido possível um voo de Ottawa para Lima para assumir a chefia do Estado e nomear um novo governo que complete o período de gestão até 2021.

Segundo o porta-voz do grupo parlamentar governista Peruanos Pelo Kambio (PPK), Gilbert Violeta, o vice-presidente chegará à capital peruana por volta das 20h desta quinta-feira (horário local, 22h de Brasília).

No entanto, enquanto a renúncia de Kuczynski não for aceita pelo Congresso, o presidente segue no poder, à espera que o Legislativo oficialize a mudança governamental.

Segunda vice

Caso Vizcarra se negue a assumir as funções presidenciais, passará a vez à segunda vice-presidente, Mercedes Aráoz, que tem poucas chances de receber o apoio do Congresso dominado pela oposição, por ter sido a principal escudeira de Kuczynski no seu papel de primeira-ministra.

Caso se chegue ao extremo da renúncia dos dois vice-presidentes, a Constituição estabelece que o presidente do Congresso, o fujimorista Luis Galarreta, deve assumir o cargo e convocar imediatamente novas eleições gerais para escolher outro presidente e dois vice-presidentes, assim como 130 congressistas.

Durante as últimas semanas, Vizcarra, um engenheiro de profissão que completa 55 anos precisamente nesta quinta-feira (22), se manteve em silêncio no Canadá enquanto Kuczynski enfrentava a maior crise de sua gestão, causada pelos pedidos da oposição de que fosse destituído por seus vínculos com a construtora brasileira Odebrecht.

Vizcarra já foi governador da região sulina de Moquegua e também ministro de Transportes e Comunicações durante os primeiros meses do mandato de Kuczynski, mas renunciou por pressões do fujimorismo, que tinha maioria absoluta no Congresso.

Caso ele venha a assumir a Presidência nos próximos dias, deverá enfrentar o desafio de inaugurar, em três semanas, a oitava Cúpula das Américas, da qual participará o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e à qual também pretende comparecer o venezuelano Nicolás Maduro, apesar de Kuczynski ter retirado o convite.

O conhecimento liberta. Saiba mais

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247