Violência contra a mulher é praga que precisa ser combatida, diz Papa Francisco

Em visita oficial ao Peru, o papa Francisco afirmou neste sábado (20) durante missa celebrada em Trujillo, que a América Latina precisa combater a violência contra a mulher; "Gostaria de convidar vocês a combater uma praga que atravessa a nossa América Latina: os numerosos casos de crimes violentos contra a mulher, de espancamentos até estupro e assassinato", afirmou o pontífice

Violência contra a mulher é praga que precisa ser combatida, diz Papa Francisco
Violência contra a mulher é praga que precisa ser combatida, diz Papa Francisco (Foto: REUTERS/Andrew Medichini/Pool)

Da Sputnik Brasil

O Papa Francisco afirmou neste sábado (20) durante missa em Trujillo, Peru, que a América Latina precisa combater a violência contra a mulher.

"Gostaria de convidar vocês a combater uma praga que atravessa a nossa América Latina: os numerosos casos de crimes violentos contra a mulher, de espancamentos até estupro e assassinato", afirmou o pontífice.

Metade dos 25 países com os maiores números de assassinatos de mulheres estão na América Latina, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

Na Argentina, país natal do Papa, apenas em 2016 foram 254 mulheres mortas por motivos ligados ao seu gênero.

"Há tantos casos de violência que ficam silenciados por trás de tantas paredes", disse Francisco enquanto era aplaudido pelo público. "Estou chamando vocês para lutar contra essa fonte de sofrimento por meio da legislação e de uma cultura que rejeita todo tipo de violência".

Mais de 130 pessoas morreram em todo o Peru entre janeiro e abril de 2017 após fortes chuvas, inundações e deslizamentos de terra alimentados pelo fenômeno climático El Niño, que também deixou pelo menos 300 mil desabrigados.

Francisco disse que muitas famílias ainda não conseguiram reconstruir suas casas após as inundações — e advertiu contra as "tempestades" do crime organizado.

A alta taxa de criminalidade significa menos oportunidades educacionais e de trabalho, impedindo os jovens "de construir o futuro com dignidade", disse o pontífice.

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