Vírus espionou militares e políticos da América do Sul

Estudo feito por pesquisadores argentinos constatou que integrantes dos setores militar e político da América do Sul foram alvos de ciberespionagem durante os anos de 2011 e de 2019 por um malware, espécie de vírus

(Foto: Ricardo Stuckert)
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247 - Um estudo feito por pesquisadores argentinos, da Universidade Técnica da República Tcheca, em Praga, constatou que integrantes dos setores militar e político da América do Sul foram alvos de ciberespionagem durante os anos de 2011 e de 2019 por um malware, espécie de vírus. O grupo estudou diversas versões do vírus que estiveram ativas no último ano para analisar países e temas usados para infectar computadores do continente — inclusive do Brasil, como revelou reportagem do jornal O Globo. 

Apesar da atuação em solo brasileiro, os principais alvos desse vírus, chamado de Manchete, estavam na Venezuela e na Nicarágua, segundo a pesquisa. O foco foi descoberto porque os responsáveis por sua disseminação costumavam utilizar documentos falsos. Quando os usuários baixavam esses arquivos, seus computadores eram infectados. Um dos documentos compartilhava a notícia da visita do então Ministro da Defesa, Raul Jungmann, em janeiro de 2017, ao Sistema de Monitoramento da Fronteira, o Sisfron, na cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul. O Sisfron é um dos principais investimentos feitos pelas Forças Armadas nos últimos anos, diz a reportagem. 

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