Xi Jinping diz que ONU é bandeira do multilateralismo

O presidente chinês, Xi Jinping, reuniu-se no domingo (2) com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, antes do início da Cúpula de Pequim 2018 do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC, na sigla em inglês), programada para os dias 3 e 4 de setembro

Xi Jinping diz que ONU é bandeira do multilateralismo
Xi Jinping diz que ONU é bandeira do multilateralismo

247, com Diário do Povo - O presidente chinês, Xi Jinping, reuniu-se no domingo (2) com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, antes do início da Cúpula de Pequim 2018 do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC, na sigla em inglês), programada para os dias 3 e 4 de setembro.

Depois de descrever a ONU como "a bandeira do multilateralismo", Xi disse que o mundo necessita mais do que nunca do multilateralismo e de uma ONU mais forte, pois os crescentes unilateralismo e protecionismo são um golpe contra a ordem internacional e o sistema de governança global.

O princípio mais fundamental do multilateralismo é lidar com os assuntos internacionais através de consultas conforme as regras coletivamente concordadas, levando em conta os interesses e preocupações de cada país, disse Xi.

Xi assinalou que a China sempre apoiou com firmeza o multilateralismo e salvaguardou a autoridade e o papel da ONU, declarando que a China espera que a ONU desempenhe uma decisiva conduta na persistência pela igualdade e justiça, pela paz mundial e pela promoção do desenvolvimento comum, especialmente no aprofundamento da cooperação mundial e no enfrentamento dos atuais desafios globais.

A determinação da China de aprofundar integralmente essa reforma não mudou. O país está preparado para realizar ações concretas e unir-se com todas as partes para persistir na liberalização, facilitação do comércio e na construção de uma economia mundial inclusiva, disse Xi.

Xi mencionou a amizade e o destino de longa data entre China e África, dizendo que a China não impõe qualquer condição política, nem busca privilégios ou interesses especiais com a cooperação China-África.

"Faremos infindáveis esforços e um excelente trabalho enquanto acreditarmos que podemos beneficiar os países e povos africanos", disse Xi.

O FOCAC é um modelo de cooperação Sul-Sul e a cúpula de Pequim focará na unidade, cooperação e desenvolvimento comum, o que está em total concordância com os objetivos e propósitos da ONU, acrescentou.

Xi pediu que a ONU dê prioridade à África em sua atividade e apoie os países africanos na solução de seus problemas respeitando suas singularidades para assim obter a paz e a estabilidade a longo prazo no continente.

A ONU deve ajudar os países africanos a acelerar seu desenvolvimento, apoiar sua unidade, auto-aperfeiçoamento e integração e dar-lhes maior voz e influência nos assuntos internacionais, disse Xi.

A China está pronta para reforçar a comunicação e os debates com a ONU sobre como melhor ajudar a África, disse Xi.

O secretário geral da ONU, António Guterres, disse que os assuntos africanos sempre foram prioridade na agenda da ONU e que sua presença na cúpula de Pequim é uma evidência do apoio da entidade à África e à cooperação China-África.

Como modelo de cooperação Sul-Sul, o FOCAC dará importantes contribuições à paz e ao desenvolvimento mundiais com demonstrativa significação, disse Guterres, e desejou sucesso total à cúpula.

Ele elogiou a China por seu compromisso de apoiar o multilateralismo, salvaguardar ativamente a ordem multilateral e trabalhar pela melhoria na governança global num momento em que o multilateralismo enfrenta severas ameaças.

O progresso da China, uma tendência que não pode ser contida, é de grande importância para a causa da paz e do desenvolvimento mundiais, disse.

A ONU está disposta a reforçar o diálogo e a cooperação com a China para construir um mundo multipolar apoiado em regras e incentivar outros países a participar da construção do Cinturão e Rota, disse.

Guterres também expressou sua gratidão pelos grandes esforços da China na abordagem dos desafios globais, como as mudanças climáticas, apesar das dificuldades.

A ONU espera mais apoio da China na governança global e dos assuntos regionais específicos, finalizou.

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