Google vê IA como teste para competitividade do Brasil
Presidente do Google Brasil afirma que o país precisa avançar em regulação, infraestrutura digital e produção tecnológica própria
247 - O presidente do Google Brasil, Fábio Coelho, afirmou no Fórum Esfera, no Guarujá, que a inteligência artificial generativa passou a ocupar papel decisivo na competitividade do Brasil, com impacto direto sobre produtividade, indústria e desenvolvimento tecnológico. As informações são do Brazil Stock Guide.
Coelho avaliou que a IA deixou de ser uma tecnologia associada apenas a aplicações comerciais e passou a influenciar setores estratégicos da economia, como manufatura, logística, energia, agricultura e gestão empresarial.
Segundo o executivo, a transformação em curso é mais ampla porque os novos modelos de inteligência artificial combinam visão, linguagem e capacidade de ação. Essa integração ganha ainda mais relevância quando conectada a sensores, robótica e sistemas industriais, ampliando o uso da tecnologia em processos produtivos.
Coelho afirmou que 91% dos brasileiros conectados à internet já têm algum tipo de contato com inteligência artificial, ainda que muitos não percebam. Esse acesso ocorre por meio de plataformas digitais e serviços incorporados ao cotidiano dos usuários.
Para o presidente do Google Brasil, o país não deve se limitar ao papel de consumidor ou importador de soluções tecnológicas. Ele defendeu que o Brasil aproveite vantagens em áreas como energia, agricultura e minerais críticos para desenvolver capacidade própria de produção tecnológica.
O executivo também apontou entraves que podem reduzir o ritmo de avanço da inteligência artificial no país. Entre os principais gargalos citados estão a ausência de um marco regulatório mais claro para IA, as limitações de infraestrutura digital e a necessidade de ampliar a formação de mão de obra qualificada.
Coelho destacou ainda que a indefinição regulatória e os desafios de infraestrutura podem afetar investimentos de maior escala, especialmente em data centers. Segundo ele, o Google prevê US$ 190 bilhões em investimentos de capital no mundo neste ano, e parte desses recursos poderia ser direcionada ao Brasil.



