Brexit é um desastre. Reino Unido fora da União Europeia assusta os cientistas britânicos

  O mundo acadêmico britânico treme diante da decisão popular em referendum que aprovou a saída do Reino Unido da comunidade europeia. Esses temores são explicadas em um mapa que mostramos logo abaixo.

 
O mundo acadêmico britânico treme diante da decisão popular em referendum que aprovou a saída do Reino Unido da comunidade europeia. Esses temores são explicadas em um mapa que mostramos logo abaixo.
  O mundo acadêmico britânico treme diante da decisão popular em referendum que aprovou a saída do Reino Unido da comunidade europeia. Esses temores são explicadas em um mapa que mostramos logo abaixo. (Foto: Luis Pellegrini)

  

Por: Equipe Oásis

 

O que se observa nessa mapa é o motivo pelo qual nada menos que 84% do mundo acadêmico britânico cerrou fileiras contra o Brexit e votou no “Remain”(Permanecer). Nos últimos anos a Grã Bretanha foi, junto com a Alemanha, o país que mais se beneficiou dos fundos europeus para a pesquisa científica. 

 


 

O mapa das dotações dos fundos europeus para a pesquisa científica entre os anos 2006 e 2015, elaborado pela revista The Economist. Nesse mapa, quanto mais forte e escuro for o azul do país, maior a verba recebida.

 

No período entre o ano de 2005 e o de 2016, a Grã Bretanha recebeu da União Europeia fundos equivalentes a 10 bilhões de euros (cerca de 40 bilhões de reais) destinados à pesquisa científica. Claro, como país muito rico e desenvolvido, a Grã-Bretanha também contribuiu para os fundos europeus, responsabilizando-se por cerca de 12% do budget total da UE para as mesmas finalidades. O país, no entanto, recebeu sob forma de financiame4ntos bem mais do que investiu, ou seja uma fatia equivalente a 15% do total.

 

A exemplo de 84% dos cientistas do Reino Unido, o astrofísico britânico Stephen Hawking se declarou totalmente contrário à saída do seu país da comunidade europeia.

A exemplo de 84% dos cientistas do Reino Unido, o astrofísico britânico Stephen Hawking se declarou totalmente contrário à saída do seu país da comunidade europeia.

 

GB ficou com uma quinta parte da verba europeia

O Reino Unido, que possui cerca de 4% do total mundial de pesquisadores, usufruiu até agora de cerca um quinto do total de dotações para a pesquisa previstas pelos programas europeus. Os políticos que promoveram a saída da UE prometeram que o governo irá sanar financeiramente esse buraco. Mas pelo menos até 2018, os cortes previstos nas despesas da pesquisa são enormes. Com as sérias consequências econômicas que se prognosticam para o país, é muito improvável que o apoio financeiro à pesquisa científica se torne uma prioridade.

 

 

Numa carta enviada ao jornal Daily Telegraph, de Londres, cientistas britânicos, incluindo três prêmios Nobel - o biólogo do desenvolvimento  Sir John Gurdon, o físico teórico Professsor Peter Higgs (que previu a existência da partícula batizada de bóson de Higgs) e o engenheiro genético Sir Paul Nurse advertiram os eleitores sobre as consequências nefastas da saída da União Europeia para a pesquisa científica no país.

 

Preocupação ainda maior é a mobilidade (para o interior e para o exterior do país) dos cientistas pesquisadores. As maiores descobertas científicas têm acontecido como fruto da colaboração entre os mais altos perfis internacionais da pesquisa. Será preciso desenvolver agora um esforço enorme para que, pelo menos no sentido da ciência, o Reino Unido não fique isolado. Eis o que pensa a respeito do Brexit um dos mais importantes cientistas do mundo na atualidade, o físico britânico Peter Higgs, Prêmio Nobel, fortemente contrário à saída do seu país da União Europeia. Para Higgs, o Brexit é um completo desastre.

 

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