Chapéus anticoronavírus. Crianças chinesas usam chapeuzinhos de distância social nas escolas

Com seus 1,4 bilhão de habitantes, a China volta lentamente ao normal após uma devastadora batalha contra o coronavírus. Nas escolas, os educadores chineses tornam-se criativos para garantir que as crianças não corram o risco de se infectarem na sala de aula. Uma ideia, já posta em prática, é o uso de chapéus com longas saliências de cada lado, para evitar que os pequenos se aproximem uns dos outros.

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Cada aluno cria o seu próprio chapéu


Por: Luis Pellegrini

Há cerca de mil anos, as longas plumas horizontais nos chapéus da dinastia Song deveriam supostamente impedir que os oficiais conspirassem em voz baixa uns com os outros enquanto estavam na corte.

O imperador chinês Shen Zong, criador do chapéu de distância social (Ilustração)


O imperador Shen Zong, da dinastia chinesa Song, lançou a moda (obrigatória para os homens da corte) dos chapéus de distância social.

Por ordem do imperador, a distância mínima que deveriam manter entre si era exatamente o tamanho das saliências laterais dos seus chapéus: pouco mais de um metro! Portanto, o distanciamento social era, de fato, sua função original!

Chapeuzinho


O mundo dá muitas voltas, e hoje na China voltaram os chapéus de distância social.

“Como as crianças podem ver e sentir esses chapéus, e quando as ‘asas’ baterem umas nas outras, elas poderão entender melhor as expectativas e se lembrar de manter a necessária distância física”, diz Lam Chun-bun, diretor associado do departamento de educação infantil na Universidade de Educação de Hong Kong. Outros recursos visuais, como pegadas grudadas no chão, também garantem que as crianças em idade escolar não se aproximem demais umas das outras.

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