Aécio tenta resistir: "não saí de uma nuvem"

Maior vítima do crescimento rápido da candidata Marina Silva, do PSB, tucano procura marcar posição em sabatina no jornal O Globo; contrário à reeleição – "faz mal ao Brasil" – e defensor de uma estrutura menor de governo, Aécio Neves (PSDB) tenta se diferenciar da adversária que o ultrapassou sem, no entanto, suspender as críticas à presidente Dilma Rousseff; "Nenhum de nós saiu de uma nuvem, cheio de boas intenções, para se apresentar agora", disse ele, referindo-se à incógnita representada por Marina; a esta atura da eleição, discurso vai funcionar?

Maior vítima do crescimento rápido da candidata Marina Silva, do PSB, tucano procura marcar posição em sabatina no jornal O Globo; contrário à reeleição – "faz mal ao Brasil" – e defensor de uma estrutura menor de governo, Aécio Neves (PSDB) tenta se diferenciar da adversária que o ultrapassou sem, no entanto, suspender as críticas à presidente Dilma Rousseff; "Nenhum de nós saiu de uma nuvem, cheio de boas intenções, para se apresentar agora", disse ele, referindo-se à incógnita representada por Marina; a esta atura da eleição, discurso vai funcionar?
Maior vítima do crescimento rápido da candidata Marina Silva, do PSB, tucano procura marcar posição em sabatina no jornal O Globo; contrário à reeleição – "faz mal ao Brasil" – e defensor de uma estrutura menor de governo, Aécio Neves (PSDB) tenta se diferenciar da adversária que o ultrapassou sem, no entanto, suspender as críticas à presidente Dilma Rousseff; "Nenhum de nós saiu de uma nuvem, cheio de boas intenções, para se apresentar agora", disse ele, referindo-se à incógnita representada por Marina; a esta atura da eleição, discurso vai funcionar? (Foto: Ana Pupulin)

247 – Isolado na terceira posição depois da entrada de Marina Silva na disputa presidencial, o candidato do PSDB, Aécio Neves, voltou a mostrar confiança nesta quarta-feira 10 ao dizer que é ele quem tem chances de derrotar a presidente Dilma Rousseff (PT) e ao criticar o governo e a postura da petista na campanha – "Acho um equívoco o que a presidente falou da Marina, você nunca ouvirá isso de mim" – declarou, em sabatina no jornal O Globo, sobre a declaração feita ontem por Dilma de que ela não é sustentada por banqueiros, em uma crítica direta a Marina Silva.

Sobre Marina, reafirmou respeita suas "boas intenções", e avaliou que ela "consegue catalisar o sentimento negativo da política", mas ressaltando "contradições" de seu discurso. "Quem tem chance de verdade de ganhar da presidente no segundo turno somos nós. É importante que os candidatos se desnudem até lá. Somos, em boa parte, o que nós fizemos durante a nossa vida. Nenhum de nós saiu de uma nuvem, cheios de boas intenções, para se apresentar agora", afirmou.

Aécio disse que o discurso da candidata de "não partido" o "preocupa muito". "Essa coisa de 'vou pegar o bom aqui, outro bom ali'... isso não funciona", disse o tucano. Na opinião do presidenciável, existe uma "desconexão" entre as boas intenções da candidata do PSB e a "prática". Aécio acrescentou ainda que não vê Marina "lembrar em nenhum momento de seus 24 anos no PT". E voltou a questionar sobre "qual Marina" estaríamos votando hoje, a que "abre os braços para o agronegócio ou a que proibia a plantação de transgênicos?". "É hora de as pessoas saberem", defendeu.

Aos colunistas do Globo Ilimar Franco, Flávia Oliveira, Jorge Luiz Rodrigues, Arthur Xexéo, Míriam Leitão, Pedro Doria, Arnaldo Bloch, Ancelmo Gois e Merval Pereira, Aécio Neves comentou não se interessar pela reeleição ao segundo mandato. "Não morro de amores [por um segundo mandato], mas não faria essa afirmação para não parecer eleitoreiro", disse. Questionado se a proposta, aprovada durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), teria sido, então, um erro, ele respondeu: "foi uma experiência". Constatando, em seguida, que "a reeleição faz mal ao Brasil".

Abaixo, reportagem da Reuters sobre a entrevista:

Aécio diz que 2015 será "muito difícil" mas que sua eleição resgatará os investimentos

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, afirmou nesta quarta-feira que o ano que vem será "muito difícil" e repetiu que em um eventual governo seu a política econômica terá "previsibilidade"

"A nossa eleição vai sinalizar a baixa dos juros em longo prazo e o resgate dos investimentos", afirmou o candidato durante sabatina do jornal O Globo, no Rio de Janeiro, ao ser perguntado como sairia de uma situação de inflação acima da meta e baixo crescimento.

O tucano afirmou ter uma meta ousada de investimento de 24 por cento do PIB até o fim do mandato. A taxa de investimento atual é de 16,5 por cento do PIB, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Aécio afirmou ainda que entre os empresários "está todo mundo temeroso". "Está todo mundo aguardando", disse.

Ao ser questionado se há necessidade de "tomar medidas amargas", como afirmou antes, o tucano voltou a dizer que sob o atual governo essa situação já existe.

"Amargas o governo fez todas as medidas. Fez desandar a economia brasileira", disse.

Se for vitorioso em outubro, Aécio disse que apresentaria uma simplificação do sistema tributário, "já na largada".

"Porque você falar em diminuição da carga enquanto os gastos correntes aumentam é uma falácia",

O tucano voltou a criticar a presidente por ter antecipado que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não estará em seu ministério em um segundo mandato.

"Dilma, ao antecipar uma decisão como essa (demissão do Mantega), ela antecipa a fragilidade da equipe econômica", disse. "Esse governo acabou antes da hora. Encerrou, fechou as portas."

CONFIANÇA NA RECUPERAÇÃO

Terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, lideradas por Dilma e pela candidata do PSB, Marina Silva, Aécio reiterou sua confiança de que vai recuperar o voto de quem quer mudança.

"Estou absolutamente convencido de que no momento da eleição vai haver a possibilidade de comparar as trajetórias. Estou oferecendo ao Brasil minha experiência de administrador público", afirmou. "O Brasil não é para iniciantes."

O tucano defendeu ainda o fim da releição, com mandato de cinco anos, como já havia feito antes.

"Eu acho que a reeleição faz mal ao Brasil. Digo isso porque fui reeleito, e sei como é. A atual presidente acabou por desmoralizar a reeleição. Não tem diferença entre o público e o privado."

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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