Aldo Rebelo nega articulação para ser vice de Maia

Em entrevista ao site Nocaute, do jornalista Fernando Morais, o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo (PCdoB) revela que está "afastado" de uma agenda do PC do B, diz que tem "alianças pontuais" com Rodrigo Maia (DEM-RJ), mas nega articulação para ser vice do atual presidente da Câmara; Rebelo defendeu também a convocação de eleições diretas e criticou o impacto da Lava Jato na economia brasileira e a influência dos EUA no golpe contra Dilma Rousseff; confira a íntegra

Em entrevista ao site Nocaute, do jornalista Fernando Morais, o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo (PCdoB) revela que está "afastado" de uma agenda do PC do B, diz que tem "alianças pontuais" com Rodrigo Maia (DEM-RJ), mas nega articulação para ser vice do atual presidente da Câmara; Rebelo defendeu também a convocação de eleições diretas e criticou o impacto da Lava Jato na economia brasileira e a influência dos EUA no golpe contra Dilma Rousseff; confira a íntegra
Em entrevista ao site Nocaute, do jornalista Fernando Morais, o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo (PCdoB) revela que está "afastado" de uma agenda do PC do B, diz que tem "alianças pontuais" com Rodrigo Maia (DEM-RJ), mas nega articulação para ser vice do atual presidente da Câmara; Rebelo defendeu também a convocação de eleições diretas e criticou o impacto da Lava Jato na economia brasileira e a influência dos EUA no golpe contra Dilma Rousseff; confira a íntegra (Foto: Gisele Federicce)

247 - Em entrevista exclusiva ao Nocaute, portal do jornalista Fernando Morais, o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo (PCdoB) revela que está "afastado" de uma agenda do PC do B, diz que tem "alianças pontuais" com Rodrigo Maia (DEM-RJ), mas nega articulação para ser vice do atual presidente da Câmara.

Rebelo defendeu também a convocação de eleições diretas e criticou o impacto da Lava Jato na economia brasileira e a influência dos EUA no golpe contra Dilma Rousseff. Confira a íntegra:

Exclusivo: Aldo Rebelo fala de PC do B, PSB e eleições indiretas com Rodrigo Maia 

O Brasil é um país que testemunhou mudanças importantes na vida,  transições e rupturas por golpes de força, desde a maior idade, passando pela República, 30, 64, foram momentos de interrupção constitucional. Esse golpe que atingiu a presidenta Dilma reuniu elementos institucionais (a atuação do Congresso), jurídicos (a atuação do Supremo), de omissão em momentos decisivos, como na divulgação do áudio da presidenta da República, quebrando completamente a cadeia hierárquica do país, e com uma grande participação da mídia. 

Primeiro, uma carência fundamental de dois elementos de governabilidade: a legalidade e a legitimidade. Qualquer governo assenta a governabilidade nesses dois elementos. Ou seja, 14 milhões de desempregados, a economia do País ladeira abaixo. E restaurar a legitimidade numa situação dessa, só com um fato decisivo, que seriam as eleições.

Claro que essas instituições ficam apreensivas. A Petrobras, que é uma indutora de desenvolvimento científico, tecnológico, industrial e econômico, também foi duramente atingida. E no Brasil, infelizmente, não preservamos as empresas. Há países que punem seus corruptos, mas preservam suas empresas. 600 mil trabalhadores, engenheiros e operários, que foram demitidos nessa onda da Lava Jato, não cometeram nenhum crime. Qualquer patriota, qualquer brasileiro que não quer ficar de joelhos diante de potências estrangeiras, só pode ver isso com apreensão. 

Depois do pré-sal os americanos rearticularam uma frota para vigiar essa parte do Atlântico, o Brasil passou a figurar como um grande protagonista, player na área de energia.

As evidências dessa influência americana no mundo nos conduzem a uma posição defensiva. É preciso sempre ter a expectativa de que você não está sozinho no mundo e que os acontecimentos interessam ao mundo inteiro, especialmente ao vizinho mais forte e influente, que são os EUA, que procuram influenciar aqui há muito tempo.

O que eu posso dizer é que com o próprio PSB eu tenho relações políticas muito próximas. Eles deram um passo importante agora, ao se afastar do governo Temer, assumiram atitude de oposição, mas há incerteza sobre o que podem fazer no futuro. Isso me resguarda de qualquer decisão no momento.

Houve uma reunião mas não se discutiu nome e nem participação numa eleição indireta. Todos esses partidos defendem a eleição direta, talvez com exceção do PTB. Mas e se a eleição direta não vingar? Participa-se ou não desse processo? Mas não cogitaram nomes. Agora o que deve-se fazer é campanha pelas Diretas, que está em curso, e discutir na eventualidade disso não acontecer, o que se vai fazer.

Parece que a maioria do Congresso resiste a essa hipótese, por várias razoes. Primeiro, porque a maioria ainda está na base de apoio do governo e segundo porque seria renunciar a uma atribuição que seria do Congresso. Isso tudo dificulta, mas não é isso que nos interessa no momento.

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