Aldo: sem legitimidade, Temer não fará reformas

O ex-ministro Aldo Rebelo avalia que o Brasil não sairá da crise enquanto a democracia não for plenamente restabelecida; "O impasse econômico dificilmente encontrará uma solução satisfatória enquanto o governo carecer de plena legalidade e de inconteste legitimidade, além da força e da autoridade conferida pela população", diz ele; Aldo afirma que a esquerda deve aceitar discutir uma reforma da Previdência, desde que conduzida por um governo legítimo; "Há um problema importante a ser enfrentado na Previdência? Sim, claro, mas esta resposta só um governo com a força das urnas pode dar"

O ex-ministro Aldo Rebelo avalia que o Brasil não sairá da crise enquanto a democracia não for plenamente restabelecida; "O impasse econômico dificilmente encontrará uma solução satisfatória enquanto o governo carecer de plena legalidade e de inconteste legitimidade, além da força e da autoridade conferida pela população", diz ele; Aldo afirma que a esquerda deve aceitar discutir uma reforma da Previdência, desde que conduzida por um governo legítimo; "Há um problema importante a ser enfrentado na Previdência? Sim, claro, mas esta resposta só um governo com a força das urnas pode dar"
O ex-ministro Aldo Rebelo avalia que o Brasil não sairá da crise enquanto a democracia não for plenamente restabelecida; "O impasse econômico dificilmente encontrará uma solução satisfatória enquanto o governo carecer de plena legalidade e de inconteste legitimidade, além da força e da autoridade conferida pela população", diz ele; Aldo afirma que a esquerda deve aceitar discutir uma reforma da Previdência, desde que conduzida por um governo legítimo; "Há um problema importante a ser enfrentado na Previdência? Sim, claro, mas esta resposta só um governo com a força das urnas pode dar" (Foto: Leonardo Attuch)

247 – Em entrevista à jornalista Maria Cristina Fernandes (leia aqui), o ex-ministro Aldo Rebelo, do PC do B, apontou o problema central do governo interino de Michel Temer: a sua falta de legitimidade, sem a qual será impossível tirar o Brasil da crise e conduzir qualquer tipo de reforma mais profunda.

"O impasse econômico dificilmente encontrará uma solução satisfatória enquanto o governo carecer de plena legalidade e de inconteste legitimidade, além da força e da autoridade conferida pela população. O impasse da nossa economia talvez seja mais profundo que as disfunções de nosso sistema político-eleitoral. Esse debate hoje torna-se mais difícil porque os atores que têm a possibilidade de nele intervir estão com dificuldade para agir. Há um problema importante a ser enfrentado na Previdência? Sim, claro, mas esta resposta só um governo com a força das urnas pode dar", diz ele.

Aldo defende que a esquerda debata a reforma da Previdência – mas com um governo legítimo, e não usurpador.

"Já passou da hora de a esquerda aceitar a discussão da idade mínima e da convergência de regras para homens e mulheres na Previdência. A agenda da esquerda não pode se limitar ao multiculturalismo. Todo esse debate só pode ser enfrentado de forma eficiente por um governo que receba o verniz do voto. A dificuldade de hoje torna impossível que se alcance uma reforma. No governo Lula muito do que foi aprovado na Previdência contou com a chancela de uma parte importante da oposição", afirma.

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