Aloysio critica "périplo eleitoral" de Dilma

Ao comentar a participação da presidente Dilma Rousseff na inauguração da Arena Fonte Nova, em Salvador, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) disse que "se [Dilma] mantiver esse ritmo, já que haverá outras inaugurações, ela logo vai incorporar em seu arsenal retórico as metáforas futebolísticas de Lula"; "O que se vê é a continuidade de uma operação de marketing insistente e dispendiosa de uma presidente que coloca a reeleição acima de qualquer coisa", atacou o líder do PSDB no Senado

Aloysio critica "périplo eleitoral" de Dilma
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Agência Senado - Ao comentar a agenda de Dilma Rousseff, que na manhã desta sexta-feira (5) inaugurou um estádio de futebol em Salvador, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) disse que a presidente "continua com seu périplo reeleitoral". E que, "se mantiver esse ritmo, já que haverá outras inaugurações, ela logo vai incorporar em seu arsenal retórico as metáforas futebolísticas de Lula".

– O que se vê é a continuidade de uma operação de marketing insistente e dispendiosa de uma presidente que coloca a reeleição acima de qualquer coisa – criticou Aloysio Nunes, durante pronunciamento em Plenário.

O senador também ressaltou que a nomeação de César Borges, do PR da Bahia, para o cargo de ministro dos Transportes obedeceu a "um único e escancarado objetivo: a reeleição". Ele lembrou que Borges declarou, durante sua posse, que estava sendo corrigida uma "injustiça" cometida contra o senador Alfredo Nascimento (PR-AM), ex-ministro da pasta, que foi exonerado por Dilma após denúncias de corrupção.

– Apesar de seu temperamento conhecidamente explosivo, a presidente [que participou da cerimônia] engoliu a desfeita de César Borges e, em seu discurso, enalteceu a parceria com o PR – frisou.

Segundo Aloysio Nunes, a nomeação do novo ministro não teve a finalidade de melhorar o sistema de transportes do país, e sim aumentar o tempo de televisão que a presidente terá em sua campanha eleitoral.

Em contraste, avalia o senador, o governo tem demonstrado falta de coordenação e de planejamento em áreas importantes, como no combate à seca no Nordeste. Ele afirmou que as recentes medidas anunciadas pela presidente nesta semana, em Fortaleza, são em sua maioria "requentadas". Seria o caso, por exemplo, dos R$ 2 bilhões a serem destinados à compra de máquinas e equipamentos – segundo Aloysio Nunes, essa verba já havia sido anunciada no ano passado.

– Essas medidas não disfarçam a imprevidência com que o governo trata o assunto – declarou ele, acrescentando que as previsões climáticas e as notícias na imprensa já prenunciavam, desde 2012, o problema enfrentado no Nordeste.

Quanto à economia, Aloysio Nunes apontou a situação "cada vez mais preocupante" da balança comercial (saldo entre exportações e importações) e a queda na produção industrial registrada em fevereiro (na comparação com janeiro). Essas seriam, para ele, algumas das razões do crescente pessimismo de empresários e investidores com a economia do país, que agora estaria afetando também as expectativas dos consumidores.

Segundo Aloysio Nunes, "não há mais crise global que justifique um comportamento tão ruim da economia; o problema é interno e só o governo petista não o vê".

– Mas termino com uma nota de otimismo. Creio que em algum momento esse vaso vai transbordar. E esse tempo não vai demorar a chegar - concluiu.

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