Aloysio ignora rejeição de 97% a Temer e reforça apoio tucano ao golpe

Ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, voltou a defender a permanência do PSDB na base do governo Michel Temer e disse que os tucanos somente terão chance nas eleições de 2018 caso o governo do peemedebista seja bem sucedido; "As chances do PSDB nas eleições de 2018 estão em grande parte condicionadas ao sucesso do governo do qual participamos", afirmou; governo Temer, contudo, só tem avaliação positiva de 3% da população

Bras�lia - O ministro das Rela��es Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, e o presidente Michel Temer participam das comemora��es do Dia do Diplomata, no Pal�cio Itamaraty (Antonio Cruz/Ag�ncia Brasil)
Bras�lia - O ministro das Rela��es Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, e o presidente Michel Temer participam das comemora��es do Dia do Diplomata, no Pal�cio Itamaraty (Antonio Cruz/Ag�ncia Brasil) (Foto: Paulo Emílio)

247 - O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, voltou a defender a permanência do PSDB na base do governo Michel Temer e disse que os tucanos somente terão chance nas eleições de 2018 caso o governo do peemedebista seja bem sucedido.

"As chances do PSDB nas eleições de 2018 estão em grande parte condicionadas ao sucesso do governo do qual participamos", afirmou. O governo Temer, contudo, é rejeitado por cerca de 97% da população brasileira, de acordo com pesquisas.

"O PSDB faz parte de um conjunto de forças políticas no qual ele deveria ter um papel de liderança, especialmente buscando uma relação positiva com o maior partido nessa coalizão, que é o PMDB", destacou em entrevista à Bloomberg. O chanceler, contudo, parece ignorar uma parcela do seu próprio partido, que defende a o desembarque da base governista.

As divergências internas reapareceram na semana passada, quando parte da bancada se insurgiu contra a escolha do deputado Bonifácio de Andrada para ser o relator da segunda denúncia contra Temer na Câmara. Para evitar um desgaste ainda maior, o líder da bancada na Casa, Ricardo Tripoli, retirou Bonifácio da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Um acordo, porém, possibilitou que Andrade permanecesse na relatoria ocupando a vaga de outro partido.

Segundo Aloysio, porém, a manobra foi "uma loucura". Segundo ele, os baixos índices de aprovação do governo Temer não são suficientes para que o PSDB deixe a base governista. Ele também defendeu que os partidos de centro se unam de maneira a ganhar as eleições de 2018.

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