Aloysio Nunes quer se livrar de Fachin em inquérito da Lava Jato

Acusado por delatores da Odebrecht de pedir e receber R$ 500 mil em caixa 2 para sua campanha ao Senado em 2010, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, pretende que o seu inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) seja retirado das mãos do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, e redistribuído para outro magistrado; Caso Fachin decida pela não redistribuição, será possível recorrer à Segunda Turma do STF, colegiado em que são analisadas as questões relativas à Lava Jato

Senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) fala durante audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) destinada a debater as relações diplomáticas entre o Brasil e a França, com a presença do embaixador daquele país no Brasil
Senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) fala durante audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) destinada a debater as relações diplomáticas entre o Brasil e a França, com a presença do embaixador daquele país no Brasil (Foto: Aquiles Lins)

Agência Brasil - O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, pretende que o seu inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) seja retirado das mãos do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, e redistribuído para outro magistrado.

Os advogados que apresentaram a questão de ordem no inquérito de Nunes são os mesmos que ontem pediram a redistribuição das investigações sobre o ministro das Cidades, Bruno Araújo, e o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES). Eles foram citados por delatores da empresa Odebrecht como envolvidos em casos de corrupção.

Os advogados alegam que as citações não estão relacionadas com a Lava Jato, que apura desvios na Petrobras, motivo pelo qual não poderiam seguir sob a relatoria de Fachin.

Conexão dos fatos

"Dessa forma, inexistentes hipóteses de conexão dos fatos que serão objeto de apuração no presente inquérito com os fatos que são objeto da Operação Lava Jato; resta evidente a necessidade de se determinar a livre distribuição do inquérito para que, diante de seu definitivo relator, o requerente possa exercer o seu amplo direito de defesa, demonstrando a completa improcedência das acusações contra ele imputadas", diz a defesa.

O deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) se valeu da mesma tese para também pedir a redistribuição de seu inquérito. A tendência é que outros políticos investigados no STF façam pedidos semelhantes nos próximos dias ou semanas. Caso Fachin decida pela não redistribuição, será possível recorrer à Segunda Turma do STF, colegiado em que são analisadas as questões relativas à Lava Jato.

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