Alves acompanha Dilma: relação com PT é só alegria

"É só alegria, mas é lógico que, em um governo deste tamanho, com dois partidos tão grandes, haja problemas entre os partidos, mas a relação com ela [a presidente Dilma] é boa", ressaltou o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN)

"É só alegria, mas é lógico que, em um governo deste tamanho, com dois partidos tão grandes, haja problemas entre os partidos, mas a relação com ela [a presidente Dilma] é boa", ressaltou o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN)
"É só alegria, mas é lógico que, em um governo deste tamanho, com dois partidos tão grandes, haja problemas entre os partidos, mas a relação com ela [a presidente Dilma] é boa", ressaltou o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) (Foto: Gisele Federicce)
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Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil - O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse hoje (11) que, mesmo com problemas, a relação de seu partido com o PT e com a presidenta Dilma Rousseff é boa. Alves comentou declaração da presidenta, que minimizou a crise entre os partidos.

Segundo Dilma, o PMDB só dá alegria. "É só alegria, mas é lógico que, em um governo deste tamanho, com dois partidos tão grandes, haja problemas entre os partidos, mas a relação com ela [Dilma] é boa", ressaltou o deputado.

Alves comentou ainda a tentativa do governo de isolar o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), foco da crise do partido com o Planalto. O presidente da Câmara disse que, apesar das dificuldades e do jogo político, não é possível isolar o líder de uma "bancada de 75 deputados". "Isso [isolar Cunha] não passa passa na cabeça do PMDB', afirmou.

No domingo e na segunda-feira, a presidenta se reuniu com líderes do PMDB para tratar da reforma ministerial e de alianças regionais para as eleições. Cunha não foi chamado para nenhuma das reuniões. O gesto foi entendido como uma tentativa de isolar o líder do PMDB, que tem reclamado da postura do governo.

Em fevereiro, Cunha liderou a formação de um bloco informal, com oito partidos, que se formou após descontentamento de congressistas com emendas que não foram liberadas ao longo do ano passado. Desde então, os parlamentares têm se posicionado contra votações de interesse do governo, entre elas, a do Marco Civil da Internet, que, desde outubro do ano passado, tranca a pauta da Câmara. O partido também se mostrou favorável à criação de uma comissão externa para investigar denúncias de pagamento de propina a funcionários da Petrobras.

Na semana passada, Cunha chegou a dizer que o PMDB deveria repensar seu apoio ao PT. O líder do PT na Câmara, Vicentinho (SP) respondeu dizendo que o PMDB não poderia ter "duas caras" e que deveria definir se é governo ou oposição. ""Nenhum partido da base do governo pode ter duas caras. Não se pode ser oposição e situação ao mesmo tempo", disse Vicentinho.

Mesmo com as declarações da presidenta Dilma, do vice-presidente Michel Temer e do presidente da Câmara, o clima entre as duas legendas continua tenso. O PMDB divulgou hoje nota de apoio a Eduardo Cunha, na qual critica as ações do PT.

"A harmonia e a coesão da nossa bancada, ao mesmo tempo que incomodam outras forças políticas que flertam com um projeto hegemônico de poder, têm tributado ao nosso líder Eduardo Cunha ataques e agressões que extrapolam o patamar da civilidade em quaisquer relações", acrescenta a nota. O texto diz ainda que os ataques a seu líder "são ataques ao PMDB".

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