Apoio à reeleição de Lira ao comando da Câmara cresce com defesa do orçamento secreto

Arthur Lira também tem negociado o apoio de partidos à sua postulação por meio da divisão de espaços estratégicos nas comissões e na Mesa Diretora

Arthur Lira e plenário da Câmara

247 - A articulação do deputado federal Arthur Lira (PP-AL) para permanecer à frente da presidência da Câmara a partir do início de fevereiro de 2023, surtiu efeito e ele já conseguiu angariar apoios que vão além dos partidos que integram o centrão [PP, PL e Republicanos] e que podem render o apoio de até 400 parlamentares à sua reeleição. 

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Lira vem ganhando “cada vez mais adesões, embalado pela distribuição do orçamento secreto – com previsão de R$ 19,4 bilhões para 2023 – e por um discurso de defesa das prerrogativas da Câmara”.

Além do orçamento secreto, utilizado pelo governo Jair Bolsonaro (PL) para cooptar o apoio de parlamentares no Congresso Nacional, as articulações de Lira para formar um “blocão” também envolvem “a divisão de espaços estratégicos nas comissões e na Mesa Diretora. Com 68 deputados eleitos, o PT é a segunda maior bancada, atrás do PL de Bolsonaro (99), mas, se ficar isolado e não participar de blocos, perderá a prioridade nos assentos”.

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A expectativa de Lira é que ao menos dez partidos apoiem sua postulação à reeleição , incluindo o PT. “Na avaliação de Lula, não é prudente desafiar um presidente da Câmara que tem domínio sobre os seus pares. Até mesmo a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que fura o teto de gastos para pagar o novo Bolsa Família de R$ 600 e o aumento do salário mínimo têm entrado nas negociações de Lira com o futuro governo, em busca de votos”, ressalta o periódico.

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