Arthur Virgílio lança pré-candidatura a presidente pelo PSDB

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, quer disputar a candidatura tucana para a presidência em 2018; em carta obtida pelo jornal Folha de S. Paulo, Virgílio alfineta o prefeito de São Paulo, João Doria, a quem acusa de "leviandade" por querer trocar de sigla para concorrer ao Planalto; Virgílio, por sua vez, defende prévias para a escolha do candidato do PSDB para a eleição presidencial

BRASÍLIA, DF, 07.05.2013: CAE SENADO - Prefeito de Manaus, Arthur Virgilio durante Reunião da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal (CAE) para concluir a votação da reforma das alíquotas interestaduais do Imposto sobre Circulação de Mercadoria
BRASÍLIA, DF, 07.05.2013: CAE SENADO - Prefeito de Manaus, Arthur Virgilio durante Reunião da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal (CAE) para concluir a votação da reforma das alíquotas interestaduais do Imposto sobre Circulação de Mercadoria (Foto: Charles Nisz)

247 - O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, informou o presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati, de sua pretensão de concorrer à Presidência em 2018, em alternativa à disputa entre João Doria e Geraldo Alckmin. Segundo uma carta obtida pelo jornal Folha de S. Paulo, Virgílio provoca o prefeito de São Paulo, que embora não admita sua disposição em concorrer. Doria inclusive conversa com outros partidos caso seja preterido pelo PSDB.

"Externo-lhe minha determinação de disputar, obviamente que sem a leviandade de trocar de sigla, o próximo pleito presidencial", disse Virgílio na carta. Como Alckmin, o prefeito de Manaus defende que o PSDB realize prévias para a definição do presidenciável. Doria prefere que os tucanos se baseiem nas pesquisas eleitorais. "Oficializo, portanto, neste ato, a candidatura no contexto das prévias, estabelecidas no artigo 151 e seguintes dos estatutos partidários."

Ex-senador e ex-deputado, Virgílio listou como prioridades de sua campanha a responsabilidade fiscal, "a crescente proeminência das facções criminosas que oligopolizam a violência e o tráfico de drogas", entre outras. Alckmin, governador de São Paulo, também já admite publicamente seu desejo de concorrer. Segundo as últimas pesquisas, Doria e Alckmin têm desempenho similar nas simulações de primeiro turno.

Leia a carta na íntegra:
Caro Presidente,
Senador Tasso Jereissati,

Em atenção ao disposto nas normas internas de nosso Partido, externo-lhe minha determinação de disputar, obviamente que sem a leviandade de trocar de sigla, o próximo pleito presidencial. Oficializo, portanto, neste ato, a candidatura no contexto das prévias, estabelecidas no artigo 151 e seguintes dos estatutos partidários.

De início, proponho a realização de debates, em cada estado da federação, visando a conquistar legitimidade e coesão interna rumo a uma vitória justa e natural do povo brasileiro. Temas como a verdadeira responsabilidade fiscal; a crescente proeminência das facções criminosas que oligopolizam a violência e o tráfico de drogas; as políticas públicas que acendam luzes no campo da educação, da saúde, da ciência e tecnologia, da política exterior, dentre tantos outros, são pontos essenciais à compreensão não cosmética do Brasil que temos vivido.

Do mesmo modo, solicito ao ilustre companheiro que determine o envio dos nomes e e-mails dos membros do Diretório Nacional; dos delegados dos estados e do Distrito Federal; dos deputados federais e senadores; dos governadores, deputados estaduais e distritais e dos membros dos diretórios estaduais; dos prefeitos, membros dos diretórios municipais e dos vereadores.

Enfrentarei a luta com honra e dedicação. E essa luta precisará ser aberta e focada tanto no front interno quanto na sociedade ampla, externa ao PSDB. A depender de mim, os debates entre os pré-candidatos haverão de ser frequentes, francos e, sem dúvida fraternos com os brasileiros perplexos de hoje.

Saudações tucanas,
Arthur Virgílio Neto

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