Barroso: fundo de R$ 3,6 bilhões ‘é um desaforo’

O ministro do STF Luís Roberto Barroso avalia que é um "desaforo" a criação de um fundo público com R$ 3,6 bilhões para financiar campanhas, como está sendo discutido na Câmara dos Deputados; após dizer que o valor ideal seria, no máximo, R$ 1 bilhão, Barroso afirmou que se trata de "uma discussão razoável, considerando a transição do modelo que nós temos para o do distrital misto, que é muito mais barato"; sobre o voto distrital, ele disse que este tipo de votação dificulta a representação de minorias e pode deixar as eleições mais caras

O ministro do STF Luís Roberto Barroso avalia que é um "desaforo" a criação de um fundo público com R$ 3,6 bilhões para financiar campanhas, como está sendo discutido na Câmara dos Deputados; após dizer que o valor ideal seria, no máximo, R$ 1 bilhão, Barroso afirmou que se trata de "uma discussão razoável, considerando a transição do modelo que nós temos para o do distrital misto, que é muito mais barato"; sobre o voto distrital, ele disse que este tipo de votação dificulta a representação de minorias e pode deixar as eleições mais caras
O ministro do STF Luís Roberto Barroso avalia que é um "desaforo" a criação de um fundo público com R$ 3,6 bilhões para financiar campanhas, como está sendo discutido na Câmara dos Deputados; após dizer que o valor ideal seria, no máximo, R$ 1 bilhão, Barroso afirmou que se trata de "uma discussão razoável, considerando a transição do modelo que nós temos para o do distrital misto, que é muito mais barato"; sobre o voto distrital, ele disse que este tipo de votação dificulta a representação de minorias e pode deixar as eleições mais caras (Foto: Leonardo Lucena)

247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso avalia que é um "desaforo" a criação de um fundo público com R$ 3,6 bilhões para financiar campanhas, como está sendo discutido na Câmara dos Deputados. De acordo com ele, o valor deveria ser, no máximo R$ 1 bilhão.

"A alternativa que se cogita, de R$ 3,6 bilhões, na atual conjuntura brasileira, é um desaforo, e, portanto, é compreensível a reação da sociedade. Um número mais compatível com a realidade brasileira, R$ 800 milhões, por exemplo, até R$ 1 bilhão, é uma discussão razoável, considerando a transição do modelo que nós temos para o do distrital misto, que é muito mais barato", disse. A entrevista foi concedida ao Estadão.

Sobre o voto distrital, Barroso entende que este tipo de votação dificulta a representação de minorias e pode deixar as eleições mais caras.

"Não me importaria que ele passasse, se esse for o preço para passar ao distrital misto em seguida. O sistema atual é tão ruim que possivelmente o distritão não é pior", disse. "Acho que nós ainda vamos ter uma eleição difícil (em 2018), mas, se passar a reforma política com o distrital misto, nós teremos um caminho para o futuro. Se não passar a reforma política, vamos continuar afundando no lamaçal que se tornou a política brasileira, e a lama já passou do pescoço", acrescentou.

Barroso rebateu a afirmação de que este tipo de votação enfraquece os partidos políticos. "Enfraquecimento dos partidos não é uma profecia. É um diagnóstico. Os partidos já estão dilacerados, quase todos envolvidos em coisas erradas. Uma das situações reveladas pela Operação Lava Jato é que a corrupção no Brasil é multipartidária. Ninguém pode apontar o dedo para ninguém neste momento no Brasil. A única discussão que pode ter é: ‘O seu partido é mais corrupto do que o meu’", disse.

Futuro vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2018, Barroso demonstrou sua posição favorável à proibição do financiamento privada de campanha. O ministro defende o aumento da representatividade no Parlamento, ampliação da governabilidade, e o barateamento das campanhas, 

 

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