Bebianno nega responsabilidade sobre candidata laranja

Gustavo Bebianno (PSL), ministro da Secretaria-Geral da Presidência, nega ter sido o responsável pela transferência de R$ 400 mil de dinheiro público a uma candidata laranja de Pernambuco; a declaração contradiz Luciano Bivar, que havia atribuído ao ministro de Bolsonaro a decisão sobre o repasse; conforme revelou o jornal Folha de S. Paulo, Maria de Lourdes Paixão, 68, concorreu a deputada federal por Pernambuco e teve 274 votos, mesmo sua candidatura recebendo a terceira maior verba eleitoral do PSL no país

Bebianno nega responsabilidade sobre candidata laranja
Bebianno nega responsabilidade sobre candidata laranja (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

247 - Gustavo Bebianno (PSL), ministro da Secretaria-Geral da Presidência, nega ter sido o responsável pela transferência de R$ 400 mil de dinheiro público a uma candidata laranja de Pernambuco. A declaração contradiz Luciano Bivar, que havia atribuído ao ministro de Bolsonaro a decisão sobre o repasse. Conforme revelou o jornal Folha de S. Paulo, Maria de Lourdes Paixão, 68, concorreu a deputada federal por Pernambuco e teve 274 votos, mesmo sua candidatura recebendo a terceira maior verba eleitoral do PSL no país. 

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que "à época da eleição, Bebianno ocupava o cargo de presidente do partido, durante licença de Bivar. A prestação de contas dela, que é secretária administrativa do PSL do estado, sustenta que 95% desses R$ 400 mil foram gastos em uma gráfica para a impressão de 9 milhões de santinhos e cerca de 1,7 milhão de adesivos."

O jornal "apurou que Bebianno tentou falar neste domingo por telefone com Jair Bolsonaro, para explicar o caso, mas o presidente, que se recupera de cirurgia, não quis atender o ministro."

A matéria ainda informa que "à rádio CBN disse que nunca viu Maria de Lourdes. 'Essa senhora, essa candidata, eu nunca vi na vida, não sei quem é, eu estive em Pernambuco uma vez na minha vida, ou duas. A questão do partido não tem absolutamente nada errado, no que se refere à [direção] nacional, porque esse dinheiro que foi liberado pelo Supremo poderia ser usado para fins eleitorais, para campanhas femininas, de mulher. Agora o critério, se o dinheiro vai para Maria, aí é um critério definido pela estadual, e a estadual dizia exatamente para quem deveria ir o dinheiro'."

 

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