Bolsonaro exclui Mandetta de reunião com Osmar Terra e médica para tratar de cloroquina

Esteve presente no almoço no Palácio do Planalto a médica Nise Yamaguchi, elogiada por bolsonaristas e também cotada para o ministério da Saúde caso Mandetta seja demitido

Osmar Terra, Luiz Henrique Mandetta e Jair Bolsonaro
Osmar Terra, Luiz Henrique Mandetta e Jair Bolsonaro (Foto: Alan Santos/PR | Agência Brasil)
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247 - O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, foi novamente excluído por Jair Bolsonaro de uma reunião para tratar da crise do coronavírus no Palácio do Planalto. Em outra ocasião, médicos estiveram presentes e Mandetta chegou a dizer na ocasião que atua de forma técnica, e não política.

Nesta segunda-feira 5, um almoço no Palácio do Planalto teve a presença do deputado federal Osmar Terra e da médica Nise Yamaguchi, elogiada por bolsonaristas, além de cinco outros ministros, para abordar o uso da cloroquina no tratamento de pacientes com Covid-19, tema que causa controvérsia entre Bolsonaro e Mandetta.

Segundo reportagem do Estado de S.Paulo sobre o encontro, Dra. Nise sugeriu a Bolsonaro durante o almoço a adoção do tratamento precoce com cloroquina em todo o Brasil e relatou experiências exitosas de uso do medicamento contra a Covid-19.

Após o almoço, a médica confirmou ao jornal, por meio da assessoria, que foi convidada para integrar o gabinete de crise do Palácio do Planalto criado para monitorar o avanço do novo coronavírus no Brasil. Ela disse que ainda avalia se aceitará a função.

Bolsonaro reproduz o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a eficácia da cloroquina, e chega a tranquilizar a população a respeito do “remédio” milagroso, que já tem a cura da doença. Já Mandetta usa tom mais cauteloso, lembrando que ainda não há estudos conclusivos sobre o medicamento.

Durante todo o dia a queda de Mandetta foi considerada e levantada por vários jornalistas em Brasília, como Helena Chagas. Ao final da tarde, a Veja notificou que Bolsonaro foi demovido da ideia por militares, como os generais Walter Braga Netto, da Casa Civil, e Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo.

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