Bolsonaro faz ataque infantil a presidente de Cuba

Visto no mundo inteiro como ameaça à democracia, Bolsonaro usou seu Twitter para atacar o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel. Em um um post, neste sábado, chamou o cubano de "ditador". O post foi feito após Díaz-Canel usar a mesma plataforma para defender os médicos cubanos dos ataques de Bolsonaro.

(Foto: PR/Governo de Cuba)

Revísta Fórum - Jair Bolsonaro, visto no mundo inteiro como ameaça à democracia, usou seu Twitter para atacar o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel. Em um um post, neste sábado (3), o militar chamou o cubano de ditador. 

O post foi feito após Díaz-Canel usar a mesma plataforma para desmentir alegações que o brasileiro tem feito a respeito dos programas de médicos da ilha. O cubano criticou, ainda, a submissão do brasileiro aos interesses de Donald Trump.

Na última semana, Bolsonaro afirmou que o envio de médicos cubanos para o Brasil tinha o objetivo de “formar núcleos de guerrilhas”. Ele questionou a qualidade da medicina na ilha socialista. E disse que se fosse tão boa, teria conseguido salvar o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, tratado em Havana.

Eficiência

Os profissionais cubanos do programa Mais Médicos atuaram em cerca de 2,8 mil municípios de todos os estados brasileiros e nos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Os profissionais atuaram desde 2013 em Unidades Básicas de Saúde brasileiras, por meio de uma cooperação internacional entre os dois países e o organismo internacional, para prover emergencialmente médicos para populações vulneráveis.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS),  “Cuba tem o maior número de médicos por mil habitantes do mundo: 7,5 (dado de 2014). O índice é quatro vezes maior do que o registrado no Brasil em 2013: 1,8 médico por mil habitantes."

“Esse foi um dos motivos que levaram ao acordo internacional, além do fato de a ilha caribenha possuir ampla experiência no envio de médicos a outros países para trabalhar em diversos setores de saúde, como atenção primária, cirurgias e atendimento de vítimas de desastres naturais”, conclui a agência da ONU.

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