Bolsonaro mantém acesso de filho às redes sociais e reabre crise com Mourão

Para os militares que integram o governo Jair Bolsonaro, a condescendência do presidente com os frequentes ataques desferidos pelo filho Carlos contra integrantes da própria gestão, em especial contra o vice-presidente Hamilton Mourão, é a principal causa da reabertura da crise política reaberta pelo "02", como Carlos é chamado; para os militares, a movimentação familiar foi uma espécie de recado para que Mourão diminua a movimentação política, vista por Bolsonaro e familiares como uma espécie de tentativa de assumir a cadeira presidencial

Bolsonaro mantém acesso de filho às redes sociais e reabre crise com Mourão
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247 - Para os militares que integram o governo Jair Bolsonaro, a condescendência do presidente com os frequentes ataques desferidos pelo filho Carlos contra integrantes da própria gestão, em especial contra o vice-presidente Hamilton Mourão, é a principal causa da reabertura da crise política reaberta pelo "02", como Carlos é chamado.

A reabertura da crise aconteceu neste final de semana, quando o presidente se reusou a incluir o filho na leve crítica que fez aos ataques desferidos pelo astrólogo Olavo de Carvalho, guru do clã Bolsonaro, contra Mourão e os militares que integram o governo. O próprio Bolsonaro veiculou o vídeo de Olavo em suas redes sociais, no que foi acompanhado pelo filho Carlos. Nesta terça-feira (23), Carlos voltou atacar Mourão acusando o militar de tramar contra o pai. (Leia no Brasil 247)

Para os militares, a movimentação familiar foi uma espécie de recado para que Mourão diminua a movimentação política, vista por Bolsonaro e familiares como uma espécie de tentativa de assumir a cadeira presidencial.

Nesta linha, Bolsonaro manteve inalterado o acesso do filho Carlos às suas redes oficiais, o que foi visto como uma espécie de carta branca para que ele desse continuidade aos ataques contra Mourão. Para os militares, a solução mais imediata seria uma declaração de Bolsonaro dizendo que o posicionamento do "02" não é necessariamente o seu pensamento e nem o do governo.

Bolsonaro, porém, tem se recusado a apagar o incêndio e estaria, inclusive, estimulando que aliados fizessem coro ao filho nos ataques a Mourão. (Leia no Brasil 247)

 

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