Bolsonaro põe militar para comandar Secretaria de Atenção Especializada na Saúde

Coronel do Exército Luiz Otávio Franco Duarte irá comandar a Secretaria de Atenção Especializada em Saúde, área responsável pela gestão da área de hospitais, urgência e emergência da pasta. Ele era assessor especial do ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello

(Foto: Divulgação)
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Lisandra Paraguassu, Reuters - O governo federal nomeou o coronel do Exército Luiz Otávio Franco Duarte para comandar a Secretaria de Atenção Especializada em Saúde do Ministério da Saúde, cargo de segundo escalão que cuida da gestão da área de hospitais e urgência e emergência da Pasta.

Duarte já estava no ministério como assessor especial do ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, e atuou com o general durante o período de intervenção federal em Roraima, em 2018.

Essa é a primeira nomeação de um militar para cargos técnicos de segundo escalão do ministério desde a chegada de Pazuello —apontado inicialmente como secretário-executivo da pasta. Após o general assumir esse posto, mais de 20 militares já foram chamados para ocupar cargos vagos. Na sua maioria, cargos de terceiro e quarto escalão e de assessoria especial do ministro.

Desde a saída de Luiz Henrique Mandetta do ministério, dos sete cargos técnicos de segundo escalão, quatro estavam com substitutos. As exceções eram as secretarias de Saúde Indígena e de Saúde do Trabalho, coordenadas por indicados bolsonaristas, e a de Vigilância em Saúde onde, devido a epidemia de coronavírus, o secretário Wanderson de Oliveira permaneceu para fazer uma transição.

Wanderson pediu demissão na semana passada. Não há ainda um novo nome para o cargo.

Duarte, de acordo com seu currículo online, tem experiência como gestor de licitações e contratos, mas nenhuma na área de saúde. A secretaria que vai comandar cuida das diretrizes e da organização e gestão de hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) e do atendimento de urgência e emergência.

O secretário anterior, Francisco de Assis Figueiredo, foi exonerado há três semanas, estava no cargo desde a gestão de Ricardo Barros, durante o governo Michel Temer.

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