Boulos: demissão de Bebianno não encerra o assunto laranjal

"A demissão de Bebianno não encerra o assunto do Laranjal. Seguiremos exigindo investigações independentes e punição dos responsáveis. E esperamos que Bebianno fale o que sabe sobre as irregularidades da campanha do PSL", afirmou o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos

Boulos: demissão de Bebianno não encerra o assunto laranjal
Boulos: demissão de Bebianno não encerra o assunto laranjal (Foto: Mídia Ninja)

247 - O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, cobrou "investigações independentes" das autoridades sobre o esquema do PSL que financiou candidaturas laranjas nas eleições de 2018.

"A demissão de Bebianno não encerra o assunto do Laranjal. Seguiremos exigindo investigações independentes e punição dos responsáveis. E esperamos que Bebianno fale o que sabe sobre as irregularidades da campanha do PSL", disse o ativista no Twitter.

O agora ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Gustavo Bebianno é acusado de autorizar o repasse de verbas do fundo partidário para uma candidata "laranja" em Pernambuco com o suposto apoio de Luciano Bivar, atual presidente da sigla. 

Maria de Lourdes Paixão concorreu ao cargo de deputada federal e recebeu R$ 400 mil. De acordo com a prestação de contas dela, 95% do valor recebido foi gasto para imprimir 9 milhões de santinhos e cerca de 1,7 milhão de adesivos em uma gráfica. Mas a reportagem do jornal Folha de S.Paulo visitou os endereços indicados por Maria de Lourdes e não encontrou sinais de que ali tenha funcionado o estabelecimento indicado. 

Bebianno também teria liberado R$ 250 mil de verba pública para a campanha de uma ex-assessora Érika Siqueira Santos. Parte do dinheiro foi repassado a uma gráfica registrada em endereço de fachada.  

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