Boulos: diversidade não impede a união da esquerda

“A esquerda precisa ter maturidade para estar junta naquilo que une a todos e, ao mesmo tempo, reconhecer sua própria diversidade. É preciso cerrar fileiras no enfrentamento ao golpe, às reformas de Temer e aos retrocessos democráticos, bem como na defesa do direito de Lula ser candidato”, disse Guilherme Boulos, em entrevista à Carta Capital; “Mas é preciso ter a mesma maturidade para compreender que a diversidade de posições não é um problema”

12/08/2016 - PORTO ALEGRE, RS - Entrevista com Guilherme Boulos, coordenador nacional do MTST, no Demhab. Foto: Guilherme Santos/Sul21
12/08/2016 - PORTO ALEGRE, RS - Entrevista com Guilherme Boulos, coordenador nacional do MTST, no Demhab. Foto: Guilherme Santos/Sul21 (Foto: Leonardo Attuch)

247 – Potencial nome do Psol na disputa presidencial de 2018, o ativista Guilherme Boulos avalia que a esquerda pode ter várias candidaturas e, ainda assim, se unir em 2018. “A esquerda precisa ter maturidade para estar junta naquilo que une a todos e, ao mesmo tempo, reconhecer sua própria diversidade. É preciso cerrar fileiras no enfrentamento ao golpe, às reformas de Temer e aos retrocessos democráticos, bem como na defesa do direito de Lula ser candidato”, diz. “Mas é preciso ter a mesma maturidade para compreender que a diversidade de posições não é um problema”.

“Achar que o caminho para a construção de um novo projeto de esquerda é a destruição de Lula e do PT é uma ilusão monstruosa. Basta olhar em volta: quem tem crescido com esses ataques é a direita.” Isso não quer dizer que Lula e o PT não possam ser criticados por seus erros, enfatiza Boulos. “A tentativa de reeditar em 2018 um caminho de conciliação é também uma ilusão. Mas não se enfrenta isso com antipetismo. Converso muito com dirigentes do PSOL e tenho a segurança de que não cometerão esse erro.”

Leia aqui sua entrevista.

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