Caciques do PMDB levaram R$ 11,5 milhões em propinas, diz lobista

Preso desde fevereiro no âmbito da Operação Blackout, o lobista Jorge Luz afirmou ao juiz Sérgio Moro que foi acertada propina de R$ 11,5 milhões de desvios da Petrobrás ao líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e ao deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) em troca do suposto apoio para fortalecer os ex-diretores da área Internacional Nestor Cerveró e de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, na estatal

Jader Barbalho
Jader Barbalho (Foto: Giuliana Miranda)

247 -  O lobista Jorge Luz, preso desde fevereiro no âmbito da Operação Blackout, 38.ª fase da Lava Jato, afirmou, nesta quarta-feira,19, ao juiz Sérgio Moro que foi acertada propina de R$ 11,5 milhões de desvios da Petrobrás ao líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e ao deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) em troca do suposto apoio para fortalecer os ex-diretores da área Internacional Nestor Cerveró e de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, na estatal. Ele teria sido informado por Fernando Soares, o Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB, que os dois agentes públicos estariam ‘balançando’ em seus cargos por volta de 2005, e , por isso, pediu ajuda aos parlamentares. Em troca da suposta solicitação, os três teriam pedido propinas.

 O lobista é réu acusado de intermediar propinas de R$ 2,5 milhões de executivos da empreiteira Schahin para funcionários da Petrobrás no âmbito de contratos da estatal.

Ele e seu filho, Bruno, também são investigados neste processo por intermediar valores indevidos a políticos do PMDB.

As informações são de reportagem de Luiz Vassalo, Julia Affonso e Fausto Macedo no Estado de S.Paulo.

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