Cardozo aciona o STF contra o impeachment

O ministro da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardozo, acaba de entrar com recurso no Supremo Tribunal contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff; ele vai conceder uma entrevista coletiva para apresentar os principais pontos da ação, que foi impetrada antes mesmo da votação do pedido de abertura de processo de impedimento de Dilma no plenário da Câmara dos Deputados, marcada para domingo; "O dia em que o Judiciário for entendido como um tapetão nós rasgamos de vez o Estado de Direito no Brasil. A Constituição é clara: nenhuma lesão de direito pode ficar afastada de apreciação do Judiciário. Se um cidadão comum, se qualquer pessoa ou um presidente da República tem uma lesão, vamos ao Judiciário. Isso sinceramente não é tapetão", disse ele ontem

Brasília - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, fala do primeiro relatório nacional sobre a população penitenciária feminina do País (Elza Fiúza/Agência Brasil)
Brasília - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, fala do primeiro relatório nacional sobre a população penitenciária feminina do País (Elza Fiúza/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Attuch)
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BRASÍLIA (Reuters) - A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a anulação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, argumentando que o processo contém "vícios" que impedem sua continuidade, informou a AGU em comunicado nesta quinta-feira.

O ministro da AGU, José Eduardo Cardozo, vai conceder uma entrevista coletiva às 12:30 para apresentar os principais pontos da ação, que foi impetrada antes mesmo da votação do pedido de abertura de processo de impedimento de Dilma no plenário da Câmara dos Deputados, marcada para domingo. 

(Reportagem de Lisandra Paraguassu)

Leia, abaixo, reportagem anterior do 247, em que o ministro afirmou que recorrer ao STF não é "tapetão"

CARDOZO AVISA: IR AO STF NÃO É TAPETÃO

"O dia em que o Judiciário for entendido como um tapetão nós rasgamos de vez o Estado de Direito no Brasil. A Constituição é clara: nenhuma lesão de direito pode ficar afastada de apreciação do Judiciário. Se um cidadão comum, se qualquer pessoa ou um presidente da República tem uma lesão, vamos ao Judiciário. Isso sinceramente não é tapetão", afirmou o ministro da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardozo, sobre o ingresso de uma eventual ação judicial questionando o andamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff junto ao Supremo Tribunal Federal

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