Cardozo: “Lula não vem para fugir da Justiça”

Ministro da Advocacia-geral da União (AGU) afirmou que caso o ex-presidente aceite um ministério, isso não deve ser encarado como uma espécie de blindagem; "Ele não vem para fugir da Justiça. A eventual presença dele não se refere a blindagem criminal. Trata-se de uma pessoa que pode contribuir muito. Seria ofensivo (com o STF) dizer que ele está sendo nomeado para ser blindado, até porque ministros estão submetidos ao foro do STF", afirmou José Eduardo Cardozo

Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, lança consulta pública para receber propostas da sociedade sobre medidas relacionadas à eficiência e eficácia de processos administrativos e judiciais (José Cruz/Agência Brasil)
Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, lança consulta pública para receber propostas da sociedade sobre medidas relacionadas à eficiência e eficácia de processos administrativos e judiciais (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)

247 - O ministro da Advocacia-geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, afirmou que caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aceite um ministério no governo da presidente Dilma Rousseff, isso não implica em blindá-lo das investigações da operação Lava Jato.

"Ele não vem para fugir da Justiça. A eventual presença dele não se refere a blindagem criminal. Trata-se de uma pessoa que pode contribuir muito. Seria ofensivo (com o Supremo Tribunal Federal) dizer que ele esta sendo nomeado para ser blindado, até porque ministros estão submetidos ao foro do STF", disse Cardozo. Segundo ele, Lula só tem a acrescentar "a qualquer governo no mundo".

Caso Lula aceite o convite pera ficar à frente de um ministério, ele passaria a ter foro privilegiado, o que faria com que o inquérito onde ele é investigado saísse das mãos do juiz federal do Paraná Sérgio Moro e fosse acompanhado pelo STF.

Sobre o pedido de impeachment da presidente Dilma, Cardozo voltou a afirmar que não existem razões para o afastamento e que não cabem aditivos por parte da oposição. "A admissibilidade (do impeachment) foi feita pelo pedido original", destacou. Posso dizer é que não tem como haver impeachment sem provas de responsabilização da presidente, como estão querendo fazer com a presidente Dilma", completou.

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