Caso Rosemary reabre a temporada de caça a Lula

Demissão de Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete da presidência da República em São Paulo, indicada ao cargo pelo ex-presidente Lula, dá novo fôlego aos opositores de Lula, que pretendiam vê-lo implicado no julgamento do mensalão. Enquanto a oposição quer guerra, na Índia, ele cumpre agenda de candidato ao Prêmio Nobel da Paz

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Caso Rosemary reabre a temporada de caça a Lula


247 - No auge do julgamento da Ação Penal 470, a oposição parecia ouriçada com a possibilidade de envolver o ex-presidente Lula no caso. O pretexto seria uma suposta entrevista concedida por Marcos Valério à revista Veja – que, ao que tudo indica, jamais existiu. Nesta semana, a Justiça do Distrito Federal encerrou a ação contra o ex-presidente Lula que o conectava ao caso, tornando essa hipótese mais remota.

Agora, no entanto, com a operação da Polícia Federal contra a chefe de gabinete da presidência em São Paulo, Rosemary Novoa de Noronha, será reaberta a temporada de caça a Lula – ainda que não se saiba se há, ou não, qualquer envolvimento do ex-presidente com o esquema de venda de pareceres jurídicos apontado pela PF.

A oposição quer guerra e irá escalar seus porta-vozes tradicionais na caçada a Lula. Enquanto isso, na Índia, o ex-presidente cumpria agenda de candidato ao Prêmio Nobel da Paz. Em Nova Déli, ele recebeu o prêmio Indira Gandhi pela Paz, Desarmamento e Desenvolvimento 2010. A cerimônia aconteceu no palácio presidencial Rashtrapati Bhavan e contou com a presença do presidente Pranab Mukherjee, do primeiro-ministro Manmohan Singh, e da nora de Indira e presidente do partido Congresso Nacional Indiano, Sonia Gandhi.

Lula foi escolhido pelo júri do prêmio, em 2010, por sua “extraordinária contribuição para a causa da eliminação da pobreza e da promoção do crescimento inclusivo no Brasil, por sua forte defesa dos laços entre as nações em desenvolvimento e por sua contribuição singular para a causa da parceria Brasil-Índia”. Em seu discurso, Lula defendeu a inclusão do Brasil e da Índia no Conselho de Segurança da ONU, e uma ordem mundial mais democrática como forma de alcançar a paz.

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No PT, ainda não se definiu se, em 2014, Dilma será candidata à reeleição ou se Lula tentará voltar. A primeira hipótese é muito mais provável. Até porque, se Lula vier a tentar um terceiro mandato, será alvo de intensa artilharia. Dilma, ao contrário, tem deixado claro que seu governo não passa a mão na cabeça de ninguém. O que torna sua eventual candidatura, no cenário atual, muito mais viável.

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